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Povos indígenas e saúde mental: a luta pelo habitar sereno e confiado / Indigenous peoples and mental health: the struggle to live serene and trustingFlaviana Rodrigues de Sousa 15 May 2018 (has links)
Esta pesquisa empirica discute pontos de tensoes emergidos no dialogo interetnico em torno das questoes de saude indigena, dando enfase ao tema da saude mental. As tensoes foram analisadas segundo diferentes pontos de vista sobre a promocao da saude indigena, identificadas a partir da producao de um mapeamento que expressa os conteudos discursivos marcados por um grande divisor: de um lado a perspectiva ocidental, composta pelo Estado, compreendido atraves das Politicas Publicas de Saude Indigena; do Sistema Unico de Saude e sua assistencia a saude; pelos Conselhos Federal e Regional de Psicologia e pela Organizacao Mundial da Saude. Do outro lado esta a perspectiva dos indigenas, especialmente do povo Mbya Guarani, analisados com apoio da literatura antropologica, a partir da nocao de Teko Pora (Bem Viver); dos noticiarios produzidos e veiculados por coletivos indigenas; do conteudo narrativo contido no documentario Teko Rexa - Saude Guarani Mbya e dos discursos presentes nos noticiarios produzidos por entidades indigenistas. As nocoes de saude e saude mental discutidas por Gadamer (2006), bem como as nocoes de saude e de ethos refletidas por de Figueiredo (2008), referencial teorico-metodologico assumido nesta dissertacao fundamentam sobre a importancia do territorio nos processos de saude/doenca para os povos indigenas, bem como auxiliam a refletir sobre as tensoes presentes em ambas as perspectivas. Os dados foram analisados a partir da nocao de multiplicacao dialogica (Guimaraes, 2013) no ambito do construtivismo semiotico-cultural em psicologia. A partir da identificacao de tensoes presentes, foram levantadas questoes a respeito de como estruturar o cuidado em psicologia, refletindo sobre as possibilidades de seu transito entre diferentes perspectivas em saude / This empirical research discusses points of tension emerging in the interethnic dialogue around indigenous health issues, emphasizing the theme of Mental Health. The tensions were analyzed according to different points of view on the promotion of indigenous health, identified from the production of a mapping that expresses the discursive contents marked by a great divide: on the one hand the western perspective, composed by the State, understood through Policies Public Health Indigenous; of the Unified Health System and its health care; by the Federal and Regional Councils of Psychology; and the World Health Organization. On the other side is the perspective of the indigenous people, especially the Mbya Guarani people, analyzed with the support of anthropological literature, based on the notion of Teko Pora (Bem Viver); of the news produced and transmitted by indigenous collectives; of the narrative content contained in the documentary \"Teko Rexa - Saude Guarani Mbya\" and the speeches present in the news produced by indigenist entities. The notions of \"health\" and \"mental health\" discussed by Gadamer (2006), as well as the notions of \"health\" and \"ethos\" reflected by de Figueiredo (2008), theoretical and methodological reference assumed in this dissertation, importance of the territory in health / disease processes for indigenous peoples, as well as helping to reflect on the tensions present in both perspectives. The data were analyzed from the notion of dialogical multiplication (Guimaraes, 2013), within the scope of semiotic-cultural constructivism in psychology. From the identification of present tensions, questions were raised about how to structure care in psychology, reflecting on the possibilities of its transit between different perspectives in health
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Sobre os viventes do Rio Doce e da Fazenda Guarany: dois presídios federais para índios durante a Ditadura Militar / About living Rio Doce and Guarany Farm: two federal prisons for Indians during the Military DictatorshipDias Filho, Antonio Jonas 06 March 2015 (has links)
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Previous issue date: 2015-03-06 / This thesis is the result of research work done in two phases: first in the
graduation when we had first contact with this theme and now when we do our
doctorate. This work is about an episode of repression in Military Dictatorship
against indigenous peoples who were taken from their lands for two federal
prisons in the state of Minas Gerais between the years 1967 and 1979. The
reasons given by FUNAI for prisons were generally crimes like theft, murder
and assault but research has shown that the actual and specific reasons were
linked: first the participation of the same in meetings against the occupation of
their land by development projects created by Military regime and; second to
face due to the internal rules of the FUNAI in the indigenous areas. The
theoretical discussion is set in the environment of dictatorships in South
America over the years 60, 70 and 80 whose motto was development and
national security. We compared the Argentine, Chilean and Brazilian scenarios
to show the similarities and differences of regimes lived in those countries
pointed out that there was a common project that led to armed repression and
intelligence against all groups and individuals considered subversive by those
governments. We call this type of totalitarianism as "Development of
dictatorships in Latin America" because we understand that the military that
took power believed in the binomial economic control-growth. Then we discuss
the role of Development Projects and National Integration as factors that have
led, during that period, the occupation of indigenous lands not only by Brazil
and his great works but also by the northeastern and southern migrants and
multinational companies attracted by military government. The reaction of
indigenous peoples led the military regime to take repressive measures. First
the Indians were arrested for a paramilitary unit formed by members of various
indigenous peoples. Were then transferred to the reformatory (in Indian Post
Krenak between 1967 and 1972 and Guarany Farm, between 1972 and 1979).
In these places suffered confinement in solitary, forced labor, torture,
disappearances and deaths. Both repression in areas as prisons are human
rights violations and the Indian Statute itself. The importance and originality of
this thesis not only in the fact to go public this little-known story of our recent
history, we believe that merit is to discuss the failure of the state and civil
society as the non-inclusion of the case in the laws that make up the Amnesty
process initiated in 1979 with Law 6.683 and continued in 1995 with the Law
9.140 of the Dead and Disappeared / Esta tese resulta de um trabalho de pesquisa feito em duas fases: a primeira na
graduação quando tivemos o primeiro contato com esse tema e agora quando
realizamos nosso doutorado. Trata de um episódio de repressão na Ditadura
Militar contra os povos indígenas que foram levados de suas terras para duas
prisões federais no Estado de Minas Gerais entre os anos de 1967 e 1979. Os
motivos alegados pela FUNAI para as prisões eram em geral crimes como
roubo, homicídios e agressões, mas a pesquisa mostrou que os motivos reais e
concretos estavam ligados: primeiro, à participação dos mesmos em
Assembleias contra a ocupação de suas terras pelos projetos de
desenvolvimento criados pelo Regime Militar e; segundo, ao enfrentamento
diante das regras internas da FUNAI nas áreas indígenas. A discussão teórica
tem como cenário o ambiente das Ditaduras na América do Sul ao longo dos
anos 60, 70 e 80 cujo mote era desenvolvimento e segurança nacional.
Comparamos os cenários argentino, chileno e brasileiro para mostrar as
semelhanças e diferenças dos regimes vividos nesses países para assinalar
que havia um projeto comum que levou à repressão armada e de inteligência
contra todos os grupos e indivíduos considerados subversivos por esses
governos. Denominamos esse tipo de totalitarismo como Ditaduras de
Desenvolvimento na América Latina porque entendemos que os militares que
tomaram o poder acreditavam no binômio controle-crescimento econômico. Em
seguida discutimos o papel dos Projetos de Desenvolvimento e de Integração
Nacional como fatores que propiciaram, durante o referido período, a ocupação
das terras indígenas não apenas pelo Estado brasileiro e suas grandes obras,
mas também pelos migrantes nordestinos e sulistas e pelas empresas
multinacionais atraídas pelo governo militar. A reação dos povos indígenas
levou o Regime Militar a tomar medidas repressivas. Primeiro os índios eram
presos por uma unidade paramilitar formada por integrantes de vários povos
indígenas. Depois eram transferidos para os Reformatórios (no Posto Indígena
Krenak entre 1967 e 1972 e na Fazenda Guarany, entre 1972 e 1979). Nesses
locais sofreram com confinamentos em solitárias, trabalhos forçados, torturas,
desaparecimentos e mortes. Tanto a repressão nas áreas quanto as prisões
são violações dos direitos humanos e do próprio Estatuto do Índio. A
importância e a originalidade desta tese não reside apenas no fato de trazer a
público este episódio pouco conhecido da nossa história recente, acreditamos
que o seu mérito é discutir a omissão do estado e da sociedade civil quanto à
não inclusão do caso nas leis que compõem o processo de Anistia iniciado em
1979 com a Lei 6.683 e continuado em 1995 com a Lei 9.140 dos Mortos e
Desaparecidos
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O programa de imunização em uma área isolada de difícil acesso. Um olhar sobre o Parque Indígena do Xingu / The immunization program in an isolated difficult access area. A look at the Xingu Indigenous ParkSantos, Evelin Placido dos 08 December 2016 (has links)
Introdução: Ao longo do século XX, temos registros de diversos povos indígenas dizimados por epidemias de varíola, sarampo e outras doenças que se deram através do contato com a sociedade envolvente. A estratégia de vacinação foi imprescindível para a manutenção de muitas etnias, evitando que fossem acometidas por doenças imunopreveníveis ao longo dos anos. Até a década de 90 não havia ações sistemáticas de imunização para os povos indígenas. Até então, a vacinação limitava-se a ações pontuais no controle de epidemias e a algumas experiências isoladas. No Parque Indígena do Xingu (PIX), desde 1965, as atividades de imunização foram estabelecidas na rotina da assistência por meio de parceria com a Escola Paulista de Medicina, da UNIFESP. E, antes disso, pelo Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas, criada pelo sanitarista Noel Nutels, com o objetivo de levar ações básicas de saúde a populações vivendo em áreas rurais de difícil acesso. Entre essas ações destacavam-se o diagnóstico e tratamento da tuberculose, em articulação com o Serviço Nacional de Tuberculose (SNT), a imunização e as extrações dentárias. A prática de vacinação das populações indígenas está vinculada à estratégia de campanha, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste do país. Em aldeias adjacentes a centros urbanos, situação comum nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país, com disponibilidade de energia elétrica em tempo contínuo e com uma maior facilidade de acesso dos profissionais de saúde, é comum encontrar-se as ações de imunização integradas à rotina dos serviços de saúde. Objetivo Geral: Analisar as atividades de imunização realizadas no PIX, uma área de difícil acesso, no que se refere aos aspectos do planejamento, execução, monitoramento e avaliação do Programa de Imunização no período de 2007 a 2015, para elaboração de um Guia de boas práticas de imunização em áreas remotas. Metodologia: Trata-se de uma sistematização de experiência, conforme propõe Oscar Jara Holliday, descritiva e qualitativa. As informações foram obtidas a partir de relatórios de trabalho, banco de dados, diário de campo e entrevistas semi-estruturadas. Considerações Finais: O transporte e manuseio de vacinas com qualidade em áreas de difícil acesso é desafiador e complexo, necessitando de estratégias singulares e de um planejamento cuidadoso devido às condições locais, que vão desde um ambiente com temperaturas médias elevadas, longas viagens em barcos sem proteção para o sol, à indisponibilidade de energia elétrica de forma contínua, o que cria uma série de particularidades, obrigando à utilização de diferentes estratégias para manutenção da cadeia de frio. O presente trabalho deu origem à elaboração de um Guia de boas práticas de imunização em áreas remotas. O impacto do Programa de Imunização desenvolvido no PIX é evidenciado pela redução da mortalidade entre as crianças- em especial por doenças preveníveis por vacinas- que não ocorre no PIX há pelo menos 4 décadas. Essas evidências permitem afirmar que o programa de imunização no Xingu tem atingido plenamente os objetivos de proteger a população contra as doenças para as quais existem vacinas disponíveis. / Introduction: Throughout the twentieth century, we have records of several indigenous peoples decimated by smallpox, measles and other epidemics diseases that occurred by the contact with the surrounding society. The vaccination strategy was essential for maintenance of many ethnic groups, preventing lots of them there were affected by vaccine preventable diseases over the years. Until the 90s, there was no systematic actions de immunization for these people. Until this period, vaccination was limited at specific actions to control of epidemics and some isolated experiences. In the Xingu Indigenous Park (PIX), since 1965, immunization activities already were established in routine care, through partnerships with universities (UNIFESP) in times of immunization campaigns. The Sanitarian Noel Nutels, in order to bring basic health care to these populations, especially in difficult access rural areas. These actions included the diagnosis and treatment of tuberculosis, in conjunction with the National Service of Tuberculosis (SNT), immunization and dental extractions. The practice of vaccination to indigenous peoples is linked to the campaign strategy, especially in the North and Midwest regions of the country. In adjacent villages to urban centers, a common situation in the Northeast, Southeast and South of the country, with continuous time electricity and with greater easy access of health professionals, it is common to find immunization actions integrated to routine of health services. Objective: This study aimed to systematize the immunization activities in the Xingu Indigenous Park - PIX, an area of difficult access, searching to describe aspects of planning, implementation, monitoring and evaluation of the Immunization Program from 2007 and 2015, building on the experience and documentary records accumulated over the years and interviews. Methodology: It is a systematization of experience, descriptive and qualitative, according to Oscar Jara Holliday. The information was obtained from the work reports, database, field diaries and semi-structured interview. Final Thoughts: The transport and handling of vaccines with quality, in difficult access areas is challenging and complex, requiring singular strategies and careful planning, due to local conditions that range since an environment with high average temperatures, long trips in boats with no sun protection to a continuous electricity unavailability, which creates a number of special features, requiring the use of different strategies for cold chain maintenance. The present work gave rise to the elaboration of a \"Guide to good immunization practices in remote areas\". The impact of the immunization program developed in PIX is evidenced by its mortality reduction among children, especially for vaccine-preventable diseases, which do not occur in PIX for at least four decades. This evidence allows us to affirm that the immunization program in the Xingu has fully achieved the objectives of protecting the population against diseases for which there are available vaccines.
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Bioética e violência de gênero nos povos indígenas : diagnóstico de uma negligênciaSales, Jannayna Martins 26 February 2016 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2016. / Submitted by Fernanda Percia França (fernandafranca@bce.unb.br) on 2016-05-05T16:48:51Z
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2016_JannaynaMartinsSales.pdf: 547144 bytes, checksum: 0e13dc7699fe232161a831c19d915f87 (MD5) / As estatísticas sobre a violência de gênero tem sido impactantes e uma série de medidas políticas, jurídicas e institucionaistem sido desenvolvidas com a intenção de coibir o problema, obtendo até agora apenas uma discreta melhoria da situação. Entretanto, a questão da violência contra a mulher indígena não parece vir recebendo uma atenção especial, apesar delas virem denunciado em seus fóruns e movimentos as violências de que são vítimas. O objetivo deste trabalho foi traçar um panorama sobre a abordagem dada pela produção científica nacional e por programas e políticas públicas brasileiros à violência de gênero no contexto dos povos indígenas e analisar seus resultados na perspectiva da Bioética Crítica. Utilizou-se como método a revisão integrativa, tal como proposta porWhittemore e Knalf.O levantamento da literatura teve por base os artigos científicos brasileiros indexados nas bases SCIELO e LILACS, usando-se os descritores “violência contra a mulher”, “violência de gênero”e bioética”, de forma separada e também em combinação com os descritores: “população indígena”, “povos indígenas” e “indígenas”. A escolha de programas e políticas foi feita por conveniência elegendo-seaqueles relacionados à saúde e proteção dos povos indígenas e das mulheres.Dentre os 570 artigos encontrados, 66 atenderam aos critérios de inclusão e exclusão e fazem parte do estudo. Entre os resultados, vale notar que não foi encontrado nenhum artigodirigido ao problema específico da violência de gênero contra a mulher indígena. Apenas 7 abordaram em seus textos a necessidade de ampliar estudos para as populações indígenas e de considerar aspectos históricos e étnicos ao tratar do tema. Nenhum deles foi produzido a partir de uma perspectiva bioética. Quatro políticas e programas institucionais foram estudados. Todos abordaram, ao menos indiretamente o problema, mas não constavam de diretrizes ou ações específicas visando uma adequação intercultural das medidas. O referencial teórico com o qual os resultados foram discutidos foi sustentado na Bioética Crítica enquanto campo reflexivo e de compromisso prático com a transformação da realidade e emancipação de grupos em desvantagens sociais historicamente determinadas. É dado ênfase também aos estudos de colonialidade a partir dos quais a negligência identificada foi atribuída à uma colonialidade de saber e de poder. Conclui-se que a crueldade e o desamparo às mulheres vítimas de violência aumentam conforme avança a concepção de Estado moderno e o livre mercado e com esse panorama invisível e negligente promove uma grande lacuna a ser preenchida por estudos nessa área. Considera-se ainda, a necessidade de construções descoloniais de caminhos plurais tanto para o campo científico quanto para as políticas públicas, leis e redes de proteção institucionais, o que implica também uma dimensão ética da abertura de espaços de diálogos interculturais com olhar transformador sobre as estruturas e as relações sociais de gênero. O estudo conclui pela necessidade da divulgação da invisibilidade científica einstitucional detectadase propõe, entre outros caminhos, uma maior inserção do tema nas graduações e pós-graduações tanto na bioética quanto em saúde pública; desenvolvimento de editais específicos para estudos etnográficos sobre relações de gênero, ampliação de estudos em boletins de ocorrência focando os registros de violência de gênero em contexto indígena, e, muito especialmente, a promoção de espaços e fóruns a partir dos quais as próprias mulheres construamações e redes de saberes e de proteção intracomunitárias culturalmente adequadas. _______________________________________________________________________________________________ ABSTRACT / Gender-based violence statistics have been striking the society with important numbers so a series of political, legal and institutional measures have been developed with the intention to restrain the problem, resulting only on a slight improvement in the situation. Violence against indigenous women on another account doesn’t seem to be receiving any special attention, although these women have been reporting in forums and through specific social movements all the violence they suffer. The objective of this study was to establish an overview of the approach taken by the Brazilian scientific production and both public programs and policies on gender-based violence in the context of indigenous peoples and analyze its results in the perspective of Critical Bioethics. It was used an integrative review as proposed by Whittemore and Knalf. The literature review was based on the Brazilian scientific articles indexed in SCIELO and LILACS, using the following descriptors "violence against women", "gender violence" and bioethics ", separately and in combination with the following keywords: "indigenous peoples", "indigenous population" and "indigenous". The choice of programs and policies was made by convenience in order to elect those related to either health or protection of indigenous peoples and women. Among the 570 articles found, 66 met both the inclusion and exclusion criteria to be part of the study. Among the results, no article addressed the specific issue of gender violence against indigenous women was found.and only 7 addressed in its considerations the need to expand studies to indigenous populations and to consider historical and ethnic aspects when addressing the issue. None of them was produced from a Bioethical perspective. Four political and institutional programs were studied. All covered, at least indirectly, the problem, but didn’t contain specific guidelines or actions to an intercultural appropriateness of the guidelines. The theoretical framework with which the results were discussed was held based on a Critical Bioethics as a reflective field and a practical commitment to the transformation of reality and emancipation of groups singled out by an historically determined social disadvantage. We also emphasize colonialism studies from which the identified negligence was attributed to one’s colonialism of knowledge and power. We conclude that the cruelty and the helplessness to women victims of violence increases as the conception of the modern state and the free market move forward and this invisible and negligent panorama promotes a large gap to be filled by studies in this area. It also considers the need for non colonialist buildings of plural paths both for the scientific field and to public policies, laws and institutional safety nets, which also implies in an ethical dimension of opening spaces for intercultural dialogue with a changing overview on structures and social relations of gender. The study concludes the need to point out the scientific and institutional invisibility of the chosen subject and proposes greater integration of the theme at the undergraduate and postgraduate courses both in bioethics and in public health; the development of specific notices to ethnographic studies on gender relations, expanded studies in police reports focusing on gender violence records in the indigenous perspective and the promotion and dissemination of spaces and forums from which women themselves can build actions and networks of knowledge and culturally appropriate intra protection.
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A cultura política dos Sateré-Mawé : a relação entre os povos indígenas e o estado brasileiroSilva, Raimundo Nonato Pereira da January 2014 (has links)
No presente estudo contextualizamos a relação política entre os Sateré-Mawé e o Estado na Microrregião de Parintins-AM. Analisamos as estruturas políticas do poder público e as dos Sateré-Mawé, refletimos sobre as atitudes dos indígenas e do poder público a partir das ações da FUNAI, SESAI e das instituições de educação e ponderamos sobre o comportamento dos agentes e de suas instituições frente às demandas indígenas. Para tanto, recorremos ao paradigma comportamentalista centrado na cultura política para analisarmos o universo político, a relação entre os Sateré-Mawé e o poder público e para compreendermos o sentido e significado dos aspectos culturais, bem como conhecermos as estruturas que ordenam as ações políticas. Como hipótese para consolidar nossa reflexão, centramo-nos na ideia de que a cultura define e organiza a relação entre os agentes no campo político, a cultura mantém a estrutura e consolida o sistema político, e por fim, os empreendimentos estatais atingem seus objetivos na medida em que criam fortes demandas administrativas e políticas com o objetivo de esvaziar as demandas políticas indígenas. Organizamos a reflexão em torno do campo de poder, cultura e comportamento, visando problematizar a questão do campo político e sua relação com a estratégia política. Discutimos aspectos relativos à cultura e à estrutura política e, por fim, abordamos e tematizamos as estratégias de reprodução e o comportamento político. Destacamos os processos históricos que marcaram a relação entre indígenas, Igreja e Estado brasileiro, centrando atenção também em questões relativas à cultura e à política, interligando-as aos sistemas e à linguagem política, bem como à questão da mediação política e participação. Além disso, procuramos discutir aspectos relacionados ao comportamento político indígena e indigenista. Nesse contexto, tecemos considerações sobre a objetividade e atitude política, questões relativas ao cognitivo e ação política e discorremos sobre história e cultura, abordando ainda aspectos relativos a diferenças. / The present study contextualizes the political relationship between the Sateré-Mawé people and State in the Parintins Micro-region in Amazonas state (AM), Brazil. We analyze the political structures of the government and the Sateré-Mawé, reflect on government and indigenous attitudes based on the actions of FUNAI (The National Indian Foundation), SESAI (Indigenous Health Division) and educational institutions and consider the behavior of agents and their institutions in relation to indigenous demands. To that end, we use the behaviorist paradigm centered on political culture to analyze the political universe, the relationship between the Sateré-Mawé people and the government and to understand the meaning and significance of cultural aspects, in addition to learning about the structures that regulate political action. As a hypothesis to consolidate our reflection, we focus on the idea that culture defines and organizes the relationship between agents in the political arena, maintains structure and consolidates the political system and, finally, that government enterprises achieve their objectives insofar as they create strong administrative and political demands aimed at meeting indigenous political needs. Reflection is organized around the fields of power, culture and behavior, aimed at investigating the issue of the political arena and its relationship with political strategy. We discuss aspects related to political culture and structure, addressing and conceptualizing implementation strategies and political behavior. We highlight the historical processes that have marked the relationship between indigenous peoples, the church and the Brazilian government and focus on issues pertaining to culture and politics, interlinking them with political systems and languages, as well as the issue of political mediation and participation. Elements related to political and indigenous behavior are also discussed. In this context, we compile considerations on political objectivity and attitudes, which are related to cognitive aspects and political action. History and culture are also addressed, in addition to elements pertaining to differences.
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Cultura escrita em contextos indígenasNeves, Josélia Gomes [UNESP] 17 December 2009 (has links) (PDF)
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neves_jg_dr_arafcl.pdf: 3180147 bytes, checksum: 1c5a1ea1fef5c7206fb293095784c4b8 (MD5) / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / O principal objetivo deste estudo foi investigar e documentar o processo de aquisição e apropriação da cultura escrita na T. I. Igarapé Lourdes junto às etnias Arara-Karo e Gavião-Ikolen e sua relação com a oralidade (FERREIRO; TEBEROSKY, 1999; FREIRE, 1987, CHARTIER, 1990; CERTEAU, 1998; ONG, 1998). Foi possível sistematizar a história de alfabetização e escolarização dessas sociedades indígenas, bem como compreender o modo de apropriação do objeto escrito. Esta pesquisa foi desenvolvida a partir da concepção de estudo do tipo etnográfico (ANDRÉ, 1995), de 2004 a 2009, na T. I. Igarapé Lourdes, no município de Ji-Paraná, estado de Rondônia. Envolveu oito aldeias e oito escolas públicas de educação escolar indígena, sendo duas pertencentes ao povo Arara-Karo e seis ao povo Gavião-Ikolen. Os colaboradores e colaboradoras Gavião-Ikolen foram quatro lideranças, uma do sexo feminino e três do sexo masculino e doze professores indígenas – todos do sexo masculino. Da etnia Arara-Karo participaram duas lideranças – todas do sexo masculino e sete docentes, sendo três professoras e quatro professores. Os docentes são contratados pela Secretaria de Estado da Educação – SEDUC, a maioria habilitados pelo Projeto Açaí – curso de magistério indígena e atuam com exclusividade nos anos iniciais do ensino fundamental. A coleta de dados ocorreu por meio dos seguintes instrumentos: observação participante nas aldeias e nas escolas, entrevistas a docentes e lideranças indígenas, bem como análise documental – cadernos de planejamento e relatório docentes, cadernos e atividades avulsas de alunos e alunas. A análise desenvolvida possibilitou compreender que os povos indígenas da T. I. Igarapé Lourdes, os Arara- Karo e Gavião-Ikolen desenvolvem cotidianamente ações de leitura e escrita. Buscam ler textos como os de gêneros jornalísticos – jornais... / Il obiettivo principale in questo studio era quello di indagare e documentare il processo di acquisizione e la proprietà di alfabetizzazione in T. I. Bayou Lourdes vicino al etnica Karo Macaw Hawk e Ikolen e il suo rapporto con l'oralità (FERREIRO; TEBEROSKY, 1999; FREIRE, 1987, CHARTIER, 1990; CERTEAU, 1998; ONG, 1998). E 'stato possibile sistematizzare la storia di alfabetizzazione e di istruzione delle popolazioni indigene, così come capire le modalità di appropriazione della scrittura dell'oggetto. Questa ricerca è stata sviluppata dalla concezione dello studio etnografico (ANDRÉ, 1995), dal 2004 al 2009, in T. I. Igarapé Lourdes, la città di Ji- Paraná, stato Rondonia. Si trattava di otto villaggi e otto scuole pubbliche in materia di istruzione indigene, e due persone appartenenti alla macaw Karo e sei persone di Hawk-Ikolen. Gli sviluppatori e contributori Hawk-Ikolen erano quattro leader, una femmina e tre maschi e dodici insegnanti indigeni - tutti maschi. Etnica Macaw Karo ha preso due leader - tutti i maschi e sette insegnanti, tre insegnanti e quattro insegnanti. Gli insegnanti sono assunti dal Dipartimento di Stato della Pubblica Istruzione - SEDUC, la maggior parte autorizzata dalla Açaí Project - Corso di insegnamento aborigena e ad agire esclusivamente nei primi anni di scuola elementare. La raccolta dei dati è avvenuta attraverso i seguenti strumenti: osservazione partecipante nei villaggi e nelle scuole, colloqui con gli insegnanti e leader indigeni e analisi documentaria - termini di pianificazione e reporting degli insegnanti, libri e attività su misura a ragazzi e ragazze. L'analisi ci ha permesso di comprendere le popolazioni indigene del T. I. Igarapé Lourdes, i Karo e Macaw Hawk-Ikolen sviluppare le attività quotidiane di lettura e scrittura... (Riassunto completo, acesso elettronico clicca qui sotto)
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A presença de profissionais indígenas na assistência à saúde no BrasilOliveira, Juli Ferreira de 14 February 2017 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, 2017. / Texto liberado parcialmente pelo autor. Conteúdo liberado: Resumo,abstract e introdução. / Submitted by Raquel Almeida (raquel.df13@gmail.com) on 2017-07-03T20:24:51Z
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Previous issue date: 2017-08-22 / O presente estudo objetivou analisar a presença de profissionais indígenas na assistência à saúde no Brasil. Para tanto, identificou o quantitativo de profissionais indígenas de nível superior atuantes na assistência à saúde, o quantitativo de indígenas matriculados em instituições de ensino superior (IES) e os pincipais nós críticos relacionados à Força de Trabalho (FT) Indígena da assistência à saúde no Brasil. Trata-se de uma pesquisa descritiva exploratória, de natureza aplicada, de abordagem quantitativa, realizada por meio de consulta à base de dados secundários, no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. A população alvo do estudo foi profissionais indígenas de saúde de nível superior atuantes na assistência à saúde no Brasil em 2016, informados pela Plataforma Força de Trabalho em Sáude (PFTS), por meio do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), e os profissionais de saúde informados pelas três instituições filantrópicas que realizam a contratação de pessoal para atuar na saúde indígena, vinculadas à Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde (MS). Como resultados evidenciou-se: extrema iniquidade racial no mercado de trabalho da assistência à saúde no Brasil; lacuna importante no CNES, expressa pela quantidade significativa de não preenchimento do quesito raça/cor; inserção de indígenas desigual, desproporcional e inferior a inserção de brancos, negros e amarelos, quando comparado ao total de profissionais de nível superior informados pela PFTS/CNES, chegando a representar em proporção que os indígenas estão de 26 a quase 1500 vezes menos inseridos no mercado de trabalho em saúde do que indivíduos de outras raças; invisibilidade dos indígenas no campo teórico das produções de conhecimento, e no campo prático das ações de enfrentamento das desigualdades raciais no mercado de trabalho, como é o caso da lei de cotas em concursos públicos; presença de indígenas no ensino superior com tendência de expansão progressiva, porém ainda insuficiente; enfermagem e medicina incorporam o maior número de indígenas; maior número de profissionais indígenas presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e no Distrito Federal; e FT de nível superior atuante na assistência da saúde indígena formada majoritariamente por não-indígenas, tendo menos de 10% dos (as) trabalhadores (as) indígenas. Conclui-se que é urgente a elaboração, revisão e execução de medidas de enfrentamento das desigualdades raciais no mercado de trabalho em saúde, tendo os indígenas como população-alvo. Bem como, medidas que visem ampliar o acesso e garantir a permanência de indígenas em IES e melhorar a qualidade da informação apresentada pelo CNES, com destaque para a necessidade de reversão da alteração que gerou a exclusão dos campos relacionados ao gênero e a raça/cor. O trabalho como direito social e como direito de cidadania ainda encontra entraves para se tornar realidade para muitos dos profissionais indígenas da saúde, apontando para a necessidade de políticas, ações, programas e projetos que visem garantir a igualdade de oportunidades, o combate ao racismo e a garantia do trabalho como direito social de todos (as) os (as) indígenas que desejem se inserir no mercado de trabalho em saúde. / The present study aimed to analyze the presence of indigenous professionals in health care in Brazil. To that end, it identified the quantitative number of indigenous higher education professionals working in health care, the number of indigenous enrolled in higher education institutions (HEIs), and the main critical nodes related to the Indigenous Health Workforce (FT) of health care in the Brazil. This is an exploratory descriptive exploration, of an applied nature, with a quantitative approach, carried out by consulting the secondary database, from January 2016 to January 2017. The target population of the study was indigenous health professionals of higher education who worked in health care in Brazil in 2016, informed by the Health Workforce Platform (PFTS), through the National Registry of Health Establishments (CNES), and the Health professionals informed by the three philanthropic institutions that contract the personnel to work in indigenous health, linked to the Special Secretariat of Indigenous Health (SESAI) of the Ministry of Health (MS). The results showed: extreme racial inequity in the labor market of health care in Brazil; Important gap in CNES, expressed by the significant amount of non-fulfillment of the race / color question; Insertion of indigenous people, disproportionate and inferior to the insertion of whites, blacks and yellows, when compared to the total of professionals of higher level informed by the PFTS / CNES, getting to represent in proportion that the natives are of 26 to almost 1500 times less inserted in the Health workforce than individuals of other races; Invisibility of indigenous people in the theoretical field of knowledge production, and in the practical field of actions to combat racial inequalities in the labor market, such as the quota law in public tenders; Presence of indigenous people in higher education with a gradual but still insufficient expansion; Nursing and medicine incorporate the largest number of indigenous people; The largest number of indigenous professionals present in the states of São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia and the Federal District; And higher-level FT active in indigenous health care, mostly non-indigenous, with less than 10% of indigenous workers. It is concluded that there is an urgent need to prepare, review and implement measures to combat racial inequalities in the health workforce, with indigenous populations as the target population. As well as, measures that aim to increase access and ensure the permanence of indigenous people in HEI and improve the quality of information presented by CNES, highlighting the need to reverse the change that generated the exclusion of the fields related to gender and race / color. Work as a social right and as a right to citizenship still finds obstacles to become reality for many of the indigenous health professionals, pointing to the need for policies, actions, programs and projects aimed at guaranteeing equal opportunities, combating racism and The guarantee of labor as a social right of all indigenous people who wish to enter the labor market in health.
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Juventude indígena conectada : narrativas da nova geração do território indígena do Xingu (TIX)Leite, Letícia Maria de Freitas 31 May 2017 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2017. / Submitted by Raquel Almeida (raquel.df13@gmail.com) on 2017-12-06T17:25:02Z
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Previous issue date: 2018-02-06 / Esta dissertação é uma etnografia, na rede social Facebook, dos índios do Território Indígena do Xingu (TIX). Identifico nesta pesquisa 17 pontos ativos de internet dentro das quatro Terras Indígenas que compõem esse Território, e 850 sujeitos do TIX com conta no Facebook. Capturei postagens públicas da linha do tempo da rede social da juventude indígena conectada: jovens porta-vozes das diferentes sociedades do TIX que transitam em três lugares: aldeia, cidade e internet. Trago as narrativas dessa juventude indígena conectada através da interface de temas que cruzam conteúdos publicados no Facebook com relatos de entrevista que realizei com representantes dessas postagens. Engajamento, mobilização, demonstrações de hierarquia, o cinema ativista, o associativismo, as eleições municipais e a construção de uma Casa da Mulher Yawalapiti são exemplos de temas que a juventude conectada está curtindo e compartilhando na internet. / This dissertation is an ethnography of the indigenous people of the Indigenous Territory of the Xingu (TIX) on the social network Facebook. In this research, 17 active internet points were identified within the four Indigenous Lands that make up this Territory, as well as 850 Facebook account users from the TIX. I have captured public posts from the social network timeline of those I call the ‘connected youth’: young speakers of the different TIX’s societies who navigate across three places: village, city and the internet. I present the narratives of this connected youth through the interface of themes that cut across content published on Facebook with interviews performed with the authors of these posts. Engagement, mobilization, demonstrations of hierarchy, activist filmmaking, associativism, municipal elections and the construction of a Yawalapiti Women's House are examples of themes that this connected youth are liking and sharing on the internet.
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Tekoha - som da terra : a liderança das nhandesy nos processos autogestionários da vida e do território do povo Kaiowa no Tekoha TakuaraFerreira, Rodrigo Siqueira 23 May 2017 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2017. / Submitted by Raquel Almeida (raquel.df13@gmail.com) on 2017-12-04T15:35:18Z
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Previous issue date: 2018-02-07 / Este Memorial é o resultado escrito de pesquisa-intervenção no Tekoha Takuara, localizado no município de Juti – Mato Grosso do Sul (MS), realizada em processo intercultural colaborativo com lideranças femininas em território de retomada do Povo Kaiowa, entre 2015 e 2017. O movimento de reocupação física desse Tekoha completou dezoito anos e o processo administrativo de demarcação da Terra Indígena Taquara está paralisado desde 2010, com suspensão de seus efeitos por liminar judicial. Os capítulos apresentam análises descritivas e críticas sobre: o filme TEKOHA -som da terra (DF/MS, 2017, 20 minutos), produto audiovisual submetido como requisito parcial neste Mestrado Profissional; o processo intercultural colaborativo com Valdelice Veron no roteiro, direção e edição desse curta-metragem e com as nhandesy Kaiowa nas filmagens; e as perspectivas de autoria indígena e narrativas contra-hegemônicas nos cinemas de lutas e resistências dos PovosOriginários no Brasil. No Apêndice 1, estabelecilinha temporal de marcos da retomada do Tekoha Takuara, do processo demarcatório e do impasse jurídico que agrava o conflito no território disputado. No Apêndice 2, aprofundei a análise de contextos históricos, políticas públicas e processos socias que resultaram no despojo do grande território ancestral do Povo Kaiowa Guarani e Guarani Nhandeva no MS; analisei a afetação severa das condições socioambientais necessárias à manutenção do modo de ser e viver (nhandereko) dessePovo e à suareproduçãofísica e cultural nasterrastradicionais. Embasado em bibliografia acadêmica e técnica, também abordei a grave crise humanitária vigente nas reservas e áreas de retomada, a omissão do Estado brasileiro na demarcação das terras reivindicadas, a insustentabilidade do desenvolvimento do agronegócio no estado e a escalada da violência étnica – denunciada pelos representantes do Conselho Aty Guasu como genocídio. O tema central é a liderança das nhandesy, enquanto matriarcas e guias espirituais, por meio do exercício dos processos autogestionários da vida e do território na retomada do TekohaTakuara. / This memorial is the written result of research-intervention that took place in the TekohaTakuara, located in the municipal of Juti, in the state of MatoGrossodoSul (MS). This intercultural collaborative process with the female leaders of this reclaimed territory of the Kaiowa People occurred from 2015 through 2017. While the movement of physical reoccupation of this Tekoha has completed eighteen years, the administrative demarcation process of the Indigenous Land Taquara has been paralyzed since 2010, with the suspension of its effects by Justice. The following chapters present descriptive analyses and critiques of: the movie TEKOHA - sound of the land (DF/MS, 2017, 20 minutes), the audiovisual product submitted as a partial requisite of this Professional Master’s Program; the intercultural and collaborative processes with ValdeliceVeron – for the script, directing and editing – and with the many nhandesyKaiowa during filming; perspectives of indigenous authorship and anti-hegemonic narratives in movies of the resistance of the Original Peoples in Brazil. In Apendix 1, I establish a timeline of the short film of reclaiming TekohaTakuara, along with the demarcation process and legal argument that aggravated the conflict of the disputed territory. In Appendix 2, I analyze in depth the historical contexts, public politics and social processes that have resulted in the eviction of the great ancestral territory of the Kaiowa and Guarani People in MS; I analyze the severe affectation of social-environmental conditions necessary for the maintenance of the way of being and living (nhandereko) of these People and their physical and cultural reproduction in traditional lands. Based on an academic and technical bibliography I also illustrate the grave humanitarian crisis visible in the reserves and reclaimed areas, the omission of demarcation of claimed lands by the Brazilian state, the unsustainability of the development of agribusiness within the state and the escalation of ethnic violence – denounced by representatives of the Aty Guasu Councilas genocide. The central theme of this memorial is the leadership of nhandesy, as matriarchs and spiritual guides, through their practice in processes of management of life and of the reclaimed territory TekohaTakuara.
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Estudo etnobotânico na comunidade de Taquara : a luta pelo uso de plantas nativas pelo povo Kaiowá, MS, BrasilMillion, Janae Lyon 11 August 2017 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Botânica, 2017. / Submitted by Raquel Almeida (raquel.df13@gmail.com) on 2018-03-13T20:58:29Z
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Previous issue date: 2018-03-14 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). / Este estudo foi desenvolvido com indígenas do tronco Guarani, etnia Kaiowá, do Tekoha Taquara, em Juti, Mato Grosso do Sul (MS). Este grupo foi expulso de sua terra ancestral, estando acampados na área que hoje, é uma propriedade particular, denominada Fazenda Brasília do Sul. Embora haja uma Portaria Declaratória que reconhece a terra indígena Taquara, seus efeitos foram suspensos por liminar. Os Kaiowá do Taquara estão sendo massacrados por esta briga de posse. O presente estudo é uma demanda desta comunidade e tem a pretensão de legitimar, mais uma vez, que aquela área é a terra ancestral deste povo. Para tanto, foi feito o levantamento das espécies de uso medicinal e a comparação com dados de literatura e de herbários. Os dados foram coletados através de turnês guiadas. Dois indígenas biólogos auxiliaram como interlocutores, facilitando a interação com sete informantes. As informações coletadas incluem o nome em Guarani, a tradução, o nome popular em português, os usos e partes das plantas usadas. Os informantes do Taquara apontaram 106 espécies de uso medicinal das quais, 90 foram identificadas até espécie. Esta lista apresentada é a maior em número de espécies entre os artigos que envolveram comunidades indígenas e a terceira maior lista para o MS. As famílias mais ricas foram Asteraceae (9 espécies) e Fabaceae (8 espécies). Os usos foram padronizados pela Classificação Internacional de Doenças (ICD) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os usos das plantas de Taquara abrangeram o maior número de categorias, tendo o sistema genito-urinário como a categoria com a maior citação. Há espécies na área do Tekoha Taquara que estão na lista de ameaçadas e outras, que não ocorrem mais na área. Plantas que aparecem na cosmologia deste grupo, foram coletadas, revelando conhecimento antigo da vegetação. Essa informação foi comparado com a de sete estudos e com a de dados armazenados em herbário. Foi gerada uma matriz de similaridade com base no índice de Sorensen. A compilação dos dados de literatura com herbário traz uma lista inédita de 628 espécies de plantas medicinais para o MS. Taquara se destaca com 61,1% de espécies exclusivas. A comparação da homogeneidade dos usos foi feita pelo Fator de Consenso dos Informantes (FIC), tratando-se como informante cada artigo, que ilustrou pouca consistência de usos entre os grupo no estado. Este estudo é o primeiro a relatar a mistura de espécies para o tratamento de doenças. A aglomeração dos resultados demonstra a singularidade, especifidade e antiguidade do conhecimento associado às plantas dos Kaiowá de Taquara. Isso sugere que seu conhecimento é o resultado de anos de co-evolução com a flora local deste território, afirmando que de fato, Taquara é a terra ancestral dos Kaiowá. / This study took place with indigenous people of Kaiowá ethnicity of the Guarani linguistic trunk from the Tekoha Taquara, in the municipal Juti, in the state of Mato Grosso do Sul (MS). This group has been expulsed from their ancestral territory. Wishing to remain on their land, the Kaiowá of Taquara camp on what is today considered the private property of Fazenda Brasília do Sul. Though the declaratory decree that recognizes Taquara as an indigenous territory was released in 2010, its effects have been suspended since its release. The Kaiowá of Taquara are being massacred by the omission of land demarcation. This study will demonstrate that this area is the ancestral land of this people, through the lens of traditional knowledge associated with local flora. To this end, species with medicinal uses were surveyed. The data was collected via guided tours. Two indigenous biologists assisted as interlocutors who facilitated interaction with seven indigenous informants. The information collected includes Guarani name of plants, the formal 7 translation, the popular name in Portuguese, and the related use and parts used of each plant. The Taquara informants revealed 106 medicinal species, of which 90 were identified to the specific level. In terms of number of species, this is the largest list of any known study realized with indigenous communities in the state, and the third largest list for the state of MS. The families with most commonly represented species were Asteraceae (9 species) and Fabaceae (8 species). The related uses were standardized according to the International Classification of Disease (ICD) of the World Health Organization (WHO). The uses of Taquara’s plants reached the largest number of categories, with the genito-urinary system having the most citations. Endangered species were found in Taquara, and information about others that no longer occur in the area was communicated by the informants and tracked in the study. Plants that appear in the cosmology of this indigenous group were cited, revealing ancient knowledge of the vegetation. Data collected was compared with seven ethnobotanical articles registered in MS and with other herbarium data within the state, from which a similarity matrix was generated. Compiling literature and herbarium data produced a list of 628 medicinal plants for the state of MS. Taquara stands out, with 61,1% of the species cited in no other study. Informant Consensus Factor (FIC) was used to compare the homogeneity of the plant uses across the state, treating each article as a citation an informant, which illustrated little consistency of plant uses throughout groups. The present study is the first to report the combination of different species in the treatment of illnesses. The amalgamation of results demonstrates the uniqueness, specificity and antiquity of the plant knowledge of the Kaiowá of Taquara. This suggests that their knowledge is the result of years of co-evolution of the local flora of this territory, indeed affirming Taquara as the ancestral land of the Kaiowá.
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