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Genealogia e biopoder

Sanches Junior, Carlos Alberto [UNESP] 19 March 2012 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-11T19:23:36Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2012-03-19Bitstream added on 2014-06-13T19:29:52Z : No. of bitstreams: 1 sanchesjunior_ca_me_mar.pdf: 549325 bytes, checksum: aac1ffcfbcea9331ef6d3ede01d7cfe6 (MD5) Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) Os anos de 1974 a 1976 são marcados pela entrada, no vocabulário de Michel Foucault, dos neologismos biopoder e biopolítica. Estes termos despontam num momento decisivo de seu procedimento genealógico de análise: influenciado pelas leituras crítica de Nietzsche, ele passa a colocar em foco o processo multifacetado pelo qual, na modernidade, a dimensão biológica da vida humana entra nos cálculos de um poder que se exerce microcapilarmente. Esquadrinhado como “máquina” ou como “espécie”, o corpo do sujeito passa a ser o ponto que concentra os esforços das tecnologias e racionalidades governamentais. Este trabalho busca mapear os elementos metodológicos característicos que permitiram a formulação genealógica do problema da relação entre vida e poder. A fim de destacar a importância das teses e princípios analíticos foucauldianos para um diagnóstico crítico do presente, serão apresentadas considerações e notas a partir da leitura de Giorgio Agamben e Peter Sloterdijk The years 1974 to 1976 are marked by the entry of neologisms biopower and biopolitics in the vocabulary of Michel Foucault. These terms emerges in a decisive moment in his genealogical analysis procedure: affected by critical readings of Nietzsche, he put into focus the multifaceted process by which, in modernity, the biological dimension of human life enters the calculations of a power that is exercised by microcapillary means. Scanned as “machine” or as “species”, the subject's body becomes the point that concentrates the efforts of governmental rationalities and technologies. This paper seeks to map some of the methodological elements that allow the genealogical formulation of the problem of the relation between life and power. In order to idicate the importance of Foucault’s theories and analytical principles for a critical diagnosis of actuallity, it shall present considerations and notes from the reading and analysis of works of Giorgio Agamben and Peter Sloterdijk
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Element for a genealogy of contemporary child subjectivity based on critical-scientific discourses about childhood Elementos para uma genealogia da subjetividade infantil contemporÃnea, a partir da anÃlise dos discursos crÃtico-cientÃficos sobre a infÃncia.

Erica Atem GonÃalves de AraÃjo Costa 26 April 2006 (has links)
FundaÃÃo de Amparo à Pesquisa do Estado do Cearà CoordenaÃÃo de AperfeiÃoamento de Pessoal de NÃvel Superior This research discusses the naturalization of the idea of a âchild with a sayâ in contemporary critical-scientific discourses. This conception was constituted in these discourses so as to criticize the idea of modern childhood, related, among other things, to notions of immaturity and dependence on adults. The figure of subjectivity âchild with a sayâ is used to justify an ensemble of varied practices â juridical (âchild-witnessâ), political (âcitizen child"), mediatic (âprotagonist childâ), educational (âcompetent childâ) â which aims at investing on the child figure for which the constitution of a child as a subject of opinion and representation is determinant. The analysis of this discursive field â which comprises Sociology of Childhood, Anthropology of Childhood, Pedagogy of Childhood and Social Psychology â based on M. Foucaultâs archaeo-genealogy, identified the kinds of statements present in this network, as well as the kind of discourse used. It was noticed that the functioning of these discourses depends on some presuppositions, which, in this research, are denominated mechanisms of critical discursivity. They are: the development of the concept representations of childhood and child, the constitution of the adult as an interdictor, the rediscovery of childhood, speech as a natural possibility and the idealization of the âchildhood with a speechâ. It was concluded that such presuppositions cooperate to produce the âchildhood with a speechâ as evidence, to which knowledge must devote itself and experience. Finally, an assemblage of investigation lines were elaborated and served as a base for the constitution of a genealogy of this subjectivity figure, typical of present times. Esta pesquisa discute a naturalizaÃÃo da idÃia da âcrianÃa com vozâ pelos discursos crÃtico-cientÃficos contemporÃneos. Essa concepÃÃo foi constituÃda nesses discursos com o objetivo de estabelecer uma crÃtica à idÃia de infÃncia moderna, ligada, dentre outras coisas, Ãs noÃÃes de imaturidade e dependÃncia em relaÃÃo ao adulto. A figura de subjetividade âcrianÃa com vozâ à utilizada para justificar um conjunto de prÃticas variadas - jurÃdicas (âcrianÃa-testemunhaâ), polÃticas (âcrianÃa cidadÃâ), midiÃticas (âcrianÃa protagonistaâ), educativas (âcrianÃa competenteâ) - que tÃm como alvo um tipo de investimento sobre o corpo infantil para o qual à determinante a constituiÃÃo da crianÃa como sujeito de opiniÃo e representaÃÃo. A anÃlise deste campo discursivo - do qual fazem parte a Sociologia da infÃncia, a Antropologia da infÃncia, a Pedagogia da infÃncia, a Psicologia social - a partir da arqueogenealogia de M. Foucault, levou à identificaÃÃo dos tipos de enunciado presentes nesta rede, assim como do tipo de discursividade em jogo. Viu-se que o funcionamento desses discursos depende de alguns pressupostos, os quais se denominam, nesta pesquisa, dispositivos da discursividade crÃtica. SÃo eles: a evoluÃÃo das concepÃÃes de infÃncia e crianÃa, a constituiÃÃo do adulto como um interditor, a redescoberta da infÃncia, a fala como uma possibilidade natural e a idealizaÃÃo da âinfÃncia que falaâ. Concluiu-se que tais pressupostos concorrem para a produÃÃo da âinfÃncia que falaâ como uma evidÃncia, à qual os saberes devem se dedicar a conhecer. Por Ãltimo, elaborou-se um conjunto de linhas de investigaÃÃo que poderiam servir de base à constituiÃÃo de uma genealogia dessa figura de subjetividade caracterÃstica do presente.
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Nietzsche, genealogia e transvaloraÃÃo uma crÃtica ao cristianismo enquanto um moral do ressentimento Nietzsche, genealogy, and a critical revaluation of Christianity as a moral resentment

Antonio RogÃrio da Silva Moreira 7 December 2009 (has links)
FundaÃÃo de Amparo à Pesquisa do Estado do Cearà O objetivo desta dissertaÃÃo à analisar e explicitar a crÃtica sobre a moral no pensamento de Nietzsche; sobretudo, à moral judaico-cristà diagnosticada como a moral do ressentimento. Uma moral capaz de imobilizar os mais nobres instintos e desprezar todos os valores que se harmonizam e embelezam a vida. Partindo do princÃpio de que tal diagnÃstico à de fundamental importÃncia para o seu projeto-filosÃfico-final â o de transvaloraÃÃo dos valores â resolvemos lanÃar mÃo de sua interpretaÃÃo sobre a moral a partir dos seus Ãltimos escritos, em particular, a Genealogia da Moral. Escrito este que, no decorrer desta anÃlise, à primeiramente compreendido como um mÃtodo, um procedimento criado por Nietzsche, imprescindÃvel para a instauraÃÃo do projeto de transvaloraÃÃo, que à o de expansÃo da vida e o de destruiÃÃo da moral. Em seguida, o escrito à interpretado como uma genealogia que vai mostrar trÃs formas distintas de interiorizaÃÃo do ressentimento. No terceiro momento, sÃo apresentados O Anticristo e o CrepÃsculo dos Ãdolos. Nestas obras, Nietzsche traz à baila certas personagens e movimentos histÃricos que, segundo ele, assim como o cristianismo, encontram-se impregnados de ressentimento. Ao final, para os problemas apresentados, esboÃamos uma resposta perspectivista. Assim, em oposiÃÃo ao discurso fechado da moral do ressentimento que encerra uma direÃÃo Ãnica para as suas conclusÃes, e onde se elege o alÃm, o eterno e o imutÃvel como o caminho para a felicidade do homem, preferimos, neste ensaio, que se pretende inacabado e incompleto, afirmar o mÃltiplo como o objeto de afirmaÃÃo da vida. The goal of this dissertation is to examine and explain the moral review on Nietzscheâs thoughts, especially the Judeo-Christian moral, diagnosed as the moral of resentment. A moral able to immobilize the noblest instincts and discard all values that harmonize and beautify life. Assuming that this diagnosis is critical for his finalphilosofical- project - the transvaluation of values - we decided to use his interpretation of the moral from his recent writings, in particular, the Genealogy of Morals. This writing, during this analysis, is first seen as a method, a procedure introduced by Nietzsche, essential for the establishment of the transvaluation project, which comprehends life expansion and morale destruction. Then, it is interpreted as a genealogy that will show three distinct forms of internalizing resentment. In third place, The Twilight of the Idols and the Antichrist are presented. In these works, Nietzsche brings some historical figures and movements that, according to him, as well as Christianity, are impregnated with resentment. Finally, we outline a perspectivist answer to the problems previously discussed. Thus, in opposition to the closed discourse of resentment morality that has only one direction to its findings, and which elects the beyond, the eternal and the immutable as the way to men happiness, we prefer, in this test, which is proposed as unfinished and incomplete, saying the multiple as the object of life affirmation
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Discourses on the prohibition of auto-hemotherapy: genealogy of a medical-scientific fact Discursos sobre a interdiÃÃo à auto-hemoterapia: genealogia de um fato mÃdico-cientÃfico

Teogenes Luiz Silva da Costa 23 February 2017 (has links)
CoordenaÃÃo de AperfeÃoamento de Pessoal de NÃvel Superior This thesis intends to present the knowledge obtained from research concerning the process that leads to the interdiction attributed to a health "technique" called autohemotherapy (AHT). Here it is intended to demonstrate the political dimension of the action (taken, jointly, by political and biomedical entities) to make health practitioners "forbidden" to practice AHT. The interdiction of the AHT is treated here as an event permeated by three dimensions of social life, namely, economic, scientific and political. The central focus is concentrated on the latter two. The thesis I present here is that the change in the scientific parameters of medicine was influenced by the discovery of penicillin. I develop this thesis from some hypotheses, namely: 1) "Medical-scientific" agents (or biomedical ones, figured in the Federal Medical Council) are carrying out a political action in suggesting the "ban" to the AHT â based on alleged lack of scientificity â since no research is used, Required by them, attesting to any risk of using the therapy; 2) The interdictive act is the result of an "institutional thought"; 3) The prohibition of AHT is based on the change in the criteria of scientificity and the reduction of "medical authority" in the production of health knowledge for pharmacological knowledge. Esta tese intenciona apresentar os conhecimentos alcanÃados a partir de pesquisa referente ao processo que leva à interdiÃÃo imputada a uma âtÃcnicaâ de saÃde denominada auto-hemoterapia (AHT). Aqui se pretende demonstrar a dimensÃo polÃtica da aÃÃo (tomada, em conjunto, por entes polÃticos e biomÃdicos) de tornar âinterditaâ a profissionais de saÃde a prÃtica da AHT. A interdiÃÃo à AHT à aqui tratada como um acontecimento perpassado por trÃs dimensÃes da vida social, a saber: a econÃmica, a cientÃfica e a polÃtica. O enfoque central à concentrado nas duas Ãltimas. A tese que apresento aqui, à a de que a mudanÃa nos parÃmetros de cientificidade na medicina foi influenciada pela descoberta da penicilina. Desenvolvo esta tese a partir de algumas hipÃteses, a saber: 1) Os agentes âmÃdicos-cientistasâ (ou biomÃdicos, figurados no Conselho Federal de Medicina) estÃo realizando uma aÃÃo polÃtica ao sugerirem a âinterdiÃÃoâ à AHT â baseados em alegada falta de cientificidade â, pois nÃo sÃo usadas pesquisas, nos moldes exigidos por eles, que atestem qualquer risco de utilizaÃÃo da terapia; 2) O ato interditivo à resultado de um âpensamento institucionalâ; 3) A interdiÃÃo à AHT se baseia na mudanÃa nos critÃrios de cientificidade e na diminuiÃÃo da âautoridade mÃdicaâ na produÃÃo de conhecimentos em saÃde para os saberes farmacolÃgicos
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Nietzsche e a genealogia da verdade Nietzsche and the genealogy of truth

Ãtila BrandÃo Monteiro 23 March 2016 (has links)
CoordenaÃÃo de AperfeÃoamento de Pessoal de NÃvel Superior A presente dissertaÃÃo objetiva fornecer uma interpretaÃÃo acerca do conjunto de reflexÃes desenvolvidas pelo filÃsofo alemÃo Friedrich Nietzsche em torno da noÃÃo de verdade. Tal reflexÃo à realizada a partir dos diferentes pontos de vista presentes em sua obra, procurando observar como se articulam as ideias de verdade e de vida, tendo como fio condutor a noÃÃo de âvontade de verdadeâ. Procuro, por um lado, articular os momentos em que o filÃsofo empreende crÃticas à noÃÃo de verdade, direcionadas primeiramente Ãs verdades da metafÃsica, mas que apontam e investigam, ao mesmo tempo, para a noÃÃo de veracidade, na medida em que esta passa a ser entendida como a provÃvel origem daquela. Em seguida, intento entender, na esteira da reflexÃo sobre a veracidade, como Nietzsche desenvolve esta crÃtica e dà a ela um novo direcionamento com um sentido existencial e normativo (uma vez que elege um critÃrio a partir do qual à possÃvel avaliar o valor dos valores morais), a partir da elaboraÃÃo do seu procedimento genealÃgico. O resultado de tais reflexÃes sÃo essenciais para a compreensÃo da ideia de vontade de verdade e, igualmente, de um sentido possÃvel da noÃÃo verdade para o filÃsofo. This dissertation aims to provide an interpretation about the set of reflections developed by the German philosopher Friedrich Nietzsche around the notion of truth. Such reflection is carried out from different points of view present in his work, trying to observe how articulate the ideas of truth and life, with the thread of the notion of "will to truth". I seek, on the one hand, articulate the moments in which the philosopher undertakes criticism of the notion of truth, first directed to the metaphysical truths, but pointing and investigating at the same time, to the notion of veracity, as it passes the it is understood as the likely source of that. Then attempt to understand, in the wake of reflection on the veracity, how Nietzsche develops this critical and gives it a new direction with an existential and normative sense (since elects a criterion from which to assess the value of moral values), from the preparation of its genealogical procedure. The result of such reflections are essential to understanding the âwill to truthâ idea and also a possible sense of the truth to the philosopher.
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O discurso como um elemento de articulação entre a arqueologia e a genealogia de Michel Foucault The speech as an element of the link between archaeology and genealogy of Michel Foucault

Vandresen, Daniel Salésio 30 June 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2017-07-10T18:26:18Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Daniel Salesio Vandresen.pdf: 408534 bytes, checksum: 0388282cb56249c208b29e1693770699 (MD5) Previous issue date: 2008-06-30 This paper aims to examine and make some form of discourse analysis proposed by Michael Foucault, as a means able to articulate the archaeological projects and pedigree. This approach enables ask the two moments of philosophy foucaultiana not as independent periods, in which a arises in terms of opposition or exceeded the previous, but, by contrast, show how two ventures that complement. To perform this task if you want to investigate the path of configuring the archaeological analysis, showing that this project is an instrument of Foucault alternative for the anthropological conceptions of modernity. In the description of archaeology, first moved to their remoteness regarding epistemological approach, then presents the analysis of the speech as fundamental to understand the discontinuity that make up the orders of knowledge. Finally, it is understood that the enterprise herd must be understood as a draft analysis that gives rise to what was already present in archaeology, but still had not emerged as a particular area of analysis: the relationship of power. Foucault says in the work Microfísica of Power (1979) but that did not use the word power as a field of analysis in the works prior to 1968, he was in the know. This assertion can be inferred that the movements of thought of Foucault not involve a division between a static phase dominated the know (archaeology) and one where the predominant power (genealogical). What unites and differentiates its analysis is not a subject to which they relate, but, rather, the area where they are located. While the archaeology want to describe the speech to reveal how knowing it appears regulated, the pedigree or show how the discursive practices are a know-power that allows the exercise of power. Thus, the description of the regularity of archaeological speeches allows the pedigree locate the points of struggle in which the intellectual must exercise their criticism. For Foucault the speech is presented as a complex reality and that, therefore, we must analyze it in different levels. First, the speech appears as a regulated, on the other hand, it is controversial and strategic. My criticism of archaeology and genealogy are the modern constituent of the subject can only take place where there knowledge and power have been housing: in the speech. Finally it is shown that both the archaeology as the pedigree are part of the proposed Foucault's philosophy of doing a critical task of this through the problematization of thought as an event. O presente trabalho tem como objetivo analisar e apresentar certa modalidade de análise do discurso proposto por Michael Foucault, como um meio capaz de articular os projetos arqueológico e genealógico. Esta perspectiva permite indagar os dois momentos da filosofia foucaultiana não como períodos independentes, em que um se coloca em termos de oposição ou de superação ao anterior, senão que, pelo contrário, mostrar como dois empreendimentos que se complementam. Para realizar essa tarefa pretende-se investigar a trajetória de configuração da análise arqueológica, evidenciando que este projeto de Foucault constitui um instrumento alternativo em relação as concepções antropológicas da modernidade. Na descrição da arqueologia, primeiro desenvolve-se seu afastamento em relação a abordagem epistemológica, depois apresenta-se a análise do discurso como fundamental para compreender a descontinuidade que compõe as ordens dos saberes. Por fim, compreende-se que o empreendimento genealógico deve ser entendido como uma proposta de análise que faz aparecer o que já estava presente na arqueologia, mas que ainda não havia surgido como um domínio específico de análise: as relações de poder. Foucault declara na obra Microfísica do Poder (1979) que embora não tenha usado a palavra poder como um campo de análise nas obras anteriores a 1968, ele estava presente no saber. Desta afirmação pode-se inferir que os movimentos do pensamento de Foucault não implicam uma divisão estática entre uma fase onde predomina o saber (arqueologia) e outra onde predomina o poder (genealógica). O que une e diferencia suas análises não é o objeto a que se referem, mas, antes, o domínio em que se situam. Enquanto a arqueologia pretende descrever o discurso para revelar como o saber nele aparece regulado; a genealogia quer mostrar como nas práticas discursivas há uma relação saber-poder que permite o exercício do poder. Deste modo, a descrição arqueológica da regularidade dos discursos permite a genealogia localizar os pontos de luta em que o intelectual deve exercer sua crítica. Para Foucault o discurso apresenta-se como uma realidade complexa e que, por tanto, é preciso analisá-lo em diferentes níveis. Por um lado, o discurso aparece como um conjunto regulado; por outro lado, mostra-se polêmico e estratégico. Assim, a crítica que arqueologia e genealogia fazem a concepção moderna do sujeito constituinte só pode realizar-se onde o saber e o poder vêm se alojar: no discurso. Enfim, demonstra-se que tanto a arqueologia quanto a genealogia fazem parte da proposta de Foucault de fazer da filosofia uma tarefa crítica do presente através da problematização do pensamento como um acontecimento.
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Perspectivas acerca do niilismo na Genealogia da moral Perspectives about the nihilism in the Genealogy of morals

Pacheco, Juarez de Oliveira 5 February 2013 (has links)
Made available in DSpace on 2017-07-10T18:26:34Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Juarez de Oliveira Pacheco.pdf: 950203 bytes, checksum: 1299edb78191d14fba18ef20bee6d49b (MD5) Previous issue date: 2013-02-05 Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior By analyzing the concept of nihilism, which is shown polysemic in Nietzsche's work, we encounter frequent deadlocks concerning the origin of this phenomenon. This concept usually presents signifying a consequence of the moral development of the West, where the slave resentment and bad conscience, rooted in culture, ends up affecting modern man of a weariness and an emptying of value: it is nihilism in its own sense, a phenomenon of modern origin. On the other hand, there are aphorisms and excerpts, least discussed by the German philosopher in his work, indicating that the origin of nihilism refers to a distant period of human history, preceding the Christian moral-ascetic, and a phenomenon that opens a gap of absence of meaning about life and human suffering. These incompatible aspects of nihilism are present both in print, and in private notes of Nietzsche. The interior of the book Genealogy of Morals also holds that ambiguity of the concept of nihilism. The main objective of this work is to investigate the work Genealogy of Morals, with the help of other texts, trying to understand the meanings of nihilism and position in the history of civilization. Nietzsche s work as objects of study presents the concepts of resentment and bad conscience ascetic ideal, elements that are constitutive of Western morals. With interests in its topicality, Nietzsche investigates the past moral to its prehistory. Thus, this work is fundamental research into the origin of nihilism. His concepts are analyzed from a procedure that puts them in the realm of historical development and the dynamics instinctual, while concepts that change over time and have multiple meanings: with this polysemic feature that the central elements of the work are presented as well as nihilism. The Genealogy of Morals finally reveals that nihilism has various meanings, but that does not necessarily clash with each other. We show in this work a form of nihilism primordial, a "first nihilism" that is precedent-Christian ascetic morality, including that operates as one of the causes of this moral. However, nihilism is presented as historical product of peacemaking mechanisms of civilization, which inevitably leads to poor awareness and resentment. Human instincts turn inward, causing a great malaise of civilization in the form of a long suffering baseless. The ascetic priest gives an answer to this suffering, reverses the direction of resentment, bad conscience reinterpreting the animal, making it more serious, in a way defined as the interpretation of suffering for sin. The bad conscience made man suffer senseless with instincts that turned against him, however, with the ascetic interpretation, now he unloads his forces against them with a sense that justifies the suffering. Ao analisar o conceito de niilismo, que se mostra polissêmico na obra de Nietzsche, nos deparamos com impasses frequentes referentes à origem desse fenômeno. Esse conceito se apresenta geralmente significando uma consequência do desenvolvimento da moral do ocidente, em que o ressentimento escravo e a má consciência, enraizados na cultura, se transformam até que terminam acometendo o homem moderno de um cansaço e de um esvaziamento de valor: é o niilismo em seu sentido mais próprio, um fenômeno de origem moderna. Por outro lado, há aforismos e trechos, menos debatidos pelo filósofo alemão em sua obra, que indicam que a origem do niilismo remete a um período longínquo da história humana, precedente à moral ascético-cristã, e a um fenômeno que abre uma lacuna de ausência de sentido em relação à vida e ao sofrimento humano. Esses aspectos incompatíveis do niilismo se apresentam tanto em textos publicados, quanto em anotações privadas de Nietzsche. O interior da obra Genealogia da moral também detém essa ambiguidade do conceito de niilismo. O objetivo principal desse trabalho é investigar a obra Genealogia da moral, com a ajuda de outros textos, buscando compreender os significados e a posição do niilismo na história da civilização. O escrito nietzschiano apresenta como objetos de estudo os conceitos de ressentimento, má consciência e ideal ascético, elementos que são constitutivos da moral ocidental. Com interesses na sua atualidade, Nietzsche investiga o passado moral até a sua pré-história. Com isso, essa obra é fundamental na investigação sobre a origem do niilismo. Seus conceitos são analisados a partir de um procedimento que os coloca sob a esfera do devir histórico e da dinâmica instintual, enquanto conceitos que se transformam ao longo do tempo e possuem múltiplos sentidos: é com essa característica polissêmica que os elementos centrais da obra se apresentam, assim como o niilismo. A Genealogia da moral revela finalmente que o niilismo possui sentidos variados, mas que não necessariamente se chocam entre si. Evidenciamos nessa obra uma forma de niilismo primordial, um niilismo primeiro , que é precedente à moral ascético-cristã, que opera inclusive como uma das causas dessa moral. Entretanto, o niilismo se apresenta como histórico, produto dos mecanismos de pacificação da civilização, que inevitavelmente levam à má consciência e ao ressentimento. Os instintos humanos se voltam para dentro, causando um grande mal estar civilizatório, sob a forma de um sofrimento por longo tempo sem fundamento. O sacerdote ascético dá uma resposta a esse sofrimento, inverte a direção do ressentimento, reinterpretando a má consciência animal, tornando-a mais grave, de uma forma definida, como a interpretação do sofrimento pelo pecado. A má consciência fazia o homem sofrer sem sentido com os instintos que se voltavam contra si, porém, com a interpretação ascética, ele agora descarrega suas forças contra si com um sentido que justifica o sofrimento.
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O MESSIANISMO NA GENEALOGIA DE JESUS EM MATEUS O messianismo na genealogia de Jesus em Mateus

Rodrigues, Carlos Augusto Santos 18 June 2009
Made available in DSpace on 2016-07-27T13:49:45Z (GMT). No. of bitstreams: 1 CARLOS AUGUSTO SANTOS RODRIGUES.pdf: 1128081 bytes, checksum: 43d38171f76a95e10658f1861258a956 (MD5) Previous issue date: 2009-06-18 In this dissertation on the pericope Mt1,1-17, we seek to prove the fact that according to genealogy in Matthew, Jesus is the Messiah announced in the Old Testament understood from foreign, prostitutes, adulterous and sinner women. Suggesting that he is the Messiah of the excluded. We are studying the concept of messianism. We are looking for the semantic origins of Messiah. We also are studying the development of messianism in ancient Judaism, both as a social phenomenon as doctrine. We have done the exegesis of perícope and the sociological and theological reading. Finally, we are presenting the arguments that our hypothesis: as the pedigree in Matthew, Jesus is the Messiah understood from foreign prostitutes, adulterous women and sinner women. In fact the Jesus of Matthew is the Messiah of the poor and marginalised. Nesta dissertação sobre a perícope de Mt 1,1-17 buscamos a constatação de que conforme a genealogia em Mateus, Jesus é o Messias anunciado no Antigo Testamento, compreendido a partir das mulheres estrangeiras, prostitutas, adúlteras e pecadoras. Sugerindo que ele é o Messias dos excluídos. Pesquisamos a conceituação de messianismo. Procuramos as origens semânticas da palavra messias, bem como o desenvolvimento do messianismo no Judaísmo Antigo, tanto como fenômeno social quanto como doutrina. Fizemos a exegese da referida perícope, a leitura sociológica e a leitura teológica. Por fim, apresentamos as argumentações que comprovam a nossa hipótese: conforme a genealogia em Mateus, Jesus é o Messias compreendido a partir das mulheres estrangeiras, prostitutas, adúlteras e pecadoras. O Jesus de Mateus é, na verdade, o Messias dos pobres e marginalizados.
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NIETZSCHENULLS GENEALOGY: REASON AND VIOLENCE A GENEALOGIA DE NIETZSCHE: RAZÃO E VIOLÊNCIA

ANITA TANDETA MATTOS 11 July 2006 (has links)
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Partindo do lugar reservado à interpretação no método genealógico de Nietzsche, o presente mostra que a genealogia, por ouvir o silêncio inerente às produções culturais, por se ater àquilo que as construções silenciam enquanto são produzidas e preservadas, necessariamente aborda a violência velada por tais empreendimentos. Há um excesso de violência no desenvolvimento da cultura metafísica, proporcional à quantidade existente de mecanismos de encobrimento dessa violência. O esclarecimento genealógico das violências recusadas indica a aposta de Nietzsche no alargamento da razão, cuja direção implica na redução da violência e em novos destinos para o mal-estar sentido pela consciência moral. Starting with the examination of the place reserved for the interpretation in the Nietzsche´s genealogical method, this work shows that genealogy, by listening the silence inherent to cultural productions, necessarely broaches the violence covered by such undertakings.There is an excess of violence in the development of the metaphysical culture, proportional to the quantity of existing mechanisms for concealing this violence. The revelation of these hidden violences through genealogical method indicated Nietzsche´s bet on the expantion of reason, whose consequences are the reduction of the same violence and the cration of new destinies for the discomfort felt by the moral conciousness.
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Orationes Consultatorias De Luxu In Vestitu, Cum annexa Valedictoria, in Lyceo Schwartzburgico Arnstadiensi, D. 2. Aprilis, A.R.S. M.DC.XCIV. H.L.Q.C. habendas Intimat M. Joh. Fridericus Treiber. Rector.

Treiber, Johann Friedrich. Treiber, Johannes Fridericus. Unknown Date
Schlüsselseiten aus Exemplar 4 Diss. 483 (BSB München). Programmschrift für Johann Andreas Emmerling, Johann Elias Treiber, Christian Friedrich Ruhe, Johann Peter Kreiß, Johann Willibald Vetter, Johann Jacob Kühr, Andreas Christian Rhetius, Georg Heinrich Rambach und Andreas Wendelin Göbser. Inhaltsangabe nach dem BSB-AK: praefatus de filiis filiabusque principum naturalibus, in genealogiae studio, diligenter notandis.

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