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Gênero, família e escola: socialização familiar e escolarização de meninas e meninos de camadas populares de São Paulo / Gender, family and school: family socialization and schooling of girls and boys from working class background in São Paulo

Adriano Souza Senkevics 19 March 2015 (has links)
Desde a segunda metade do século XX, as desigualdades de gênero na educação brasileira têm se revertido a favor das meninas, que hoje apresentam os melhores indicadores educacionais ao longo de sua trajetória escolar. O conjunto de investigações científicas dentro dessa temática, lançando mão do conceito de gênero, tem realçado inúmeras contribuições para se pensar o papel da escola na construção de masculinidades e feminilidades entre seus alunos e alunas. Entretanto, algumas lacunas têm persistido e apontado para novos desafios e perspectivas dentro do campo de estudos em gênero e educação. Entre elas, a existência de poucos trabalhos que procuram entender, sobretudo do ponto de vista das próprias crianças, as construções de masculinidades e feminilidades no âmbito das expectativas e práticas de socialização familiar, aqui inclusas as atividades que as crianças desempenham em suas residências, suas regiões de moradia e em outras instituições que por ventura frequentem. Partindo da necessidade de se investigar, em maior profundidade, essas interfaces entre gênero, família e escola, este trabalho de caráter qualitativo toma como sujeitos de pesquisa 25 crianças oriundas de camadas populares, entre oito e treze anos de idade, matriculadas no terceiro ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de São Paulo. Por meio de entrevistas semiestruturadas e observações participantes durante um semestre letivo, procura-se compreender como meninos e meninas percebem e ressignificam a postura de suas famílias frente a diferenças e semelhanças de gênero, a fim de explorar as relações entre as desigualdades na educação escolar e as construções de masculinidades e feminilidades no âmbito familiar, tomando como base a teoria da socióloga australiana Raewyn Connell. Os resultados desta pesquisa sugerem que, por um lado, as meninas encontram à sua disposição um leque restrito de atividades de lazer, bem como um acesso mais vigiado ou mesmo interditado ao espaço público da rua e arredores da residência, os quais elas mesmas entendem como perigosos e arriscados. Por outro, elas costumam também estar sobrecarregadas pelos afazeres domésticos, que realizam como parte de suas rotinas atarefadas e controladas, de modo a espelhar a divisão sexual do trabalho entre adultos. Existe, assim, uma relação por vezes antagônica entre a participação nos serviços de casa, as oportunidades de lazer e a circulação no espaço público, que resultam em situações de confinamento doméstico para muitas das meninas e, em contraste, rotinas mais frouxas e livres para a maioria dos garotos. Ademais, percebe-se que, na maioria dos casos, as garotas apresentam aspirações profissionais voltadas para carreiras que exigem maior qualificação profissional e até mesmo um prolongamento da escolarização, enquanto muitos dos meninos demonstram certo desconhecimento ou imaturidade a respeito de suas perspectivas de futuro. Conclui-se, enfim, que o cenário sexista sobre o qual se assenta a socialização familiar parece estimular um maior desempenho escolar das meninas por duas vias: primeiramente, pelo incentivo à construção de feminilidades pautadas pela responsabilidade, organização e iniciativa atributos condizentes com as expectativas escolares; e, em segundo lugar, pela significação positiva da escola enquanto um espaço de entretenimento, sociabilidade e realização pessoal, em que as meninas, mais do que os meninos, encontram possibilidades para ampliar seu horizonte de perspectivas e práticas. / Since the second half of the twentieth century, gender inequalities in Brazilian education have been reversed in favor of the girls, who now show higher education indicators than boys throughout their school trajectories. Scientific research about this topic which makes use of the concept of gender has contributed to shed light on the role of schools in the construction of masculinities and femininities of its students. However, some gaps still persist in research and indicate new challenges and prospects in gender and education studies field. Among these gaps, its noticeable that few studies seek to understand especially from the children\'s point of view constructions of masculinities and femininities in the bounds of family socialization expectations and practices, including activities done by children at their homes, neighborhoods and other institutions they attend. In order to contribute to fill this gap, this qualitative research studies 25 children from working class families, between the ages of 8 and 13 years old, enrolled in the third grade of elementary education in a public school in the city of São Paulo. Using semi-structured interviews and participant observation throughout one school semester, I seek to comprehend how boys and girls perceive and resignify their families perspectives on gender differences and similarities in order to explore the relation between educational inequalities and the constructions of masculinities and femininities in the family, based on the theoretical framework of Australian sociologist Raewyn Connel. The results suggest that, on one hand, girls have a restricted range of leisure activities and more supervised (and often prohibited) access to the street and their home surroundings, places the girls themselves perceive as dangerous and risky. On the other hand, girls tend to be overwhelmed by household chores that are part of their busy and controlled schedules in a way that reflects the sexual division of labor among adults. There is often an antagonistic relation between household chores, recreational opportunities and being allowed to move around in public spaces, resulting in home confinement contexts for many girls and, in contrast, more loose and free daily routines for most boys. Moreover, in most cases, girls have more ambitious professional aspirations for careers that require higher qualification or extended education, whereas many boys show certain ignorance or immaturity about their future prospects. Finally, I conclude that the sexist scenario of family socialization seems to stimulate higher school performance of girls in two ways: first, by encouraging the construction of femininity based on responsibility, organization and initiative which is consistent with schools expectations; and, secondly, girls positive significance of school as a space of entertainment, sociability and personal achievement. More than boys, girls find opportunities to broaden their horizon of practices and perspectives in school.
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Gênero, família e escola: socialização familiar e escolarização de meninas e meninos de camadas populares de São Paulo / Gender, family and school: family socialization and schooling of girls and boys from working class background in São Paulo

Senkevics, Adriano Souza 19 March 2015 (has links)
Desde a segunda metade do século XX, as desigualdades de gênero na educação brasileira têm se revertido a favor das meninas, que hoje apresentam os melhores indicadores educacionais ao longo de sua trajetória escolar. O conjunto de investigações científicas dentro dessa temática, lançando mão do conceito de gênero, tem realçado inúmeras contribuições para se pensar o papel da escola na construção de masculinidades e feminilidades entre seus alunos e alunas. Entretanto, algumas lacunas têm persistido e apontado para novos desafios e perspectivas dentro do campo de estudos em gênero e educação. Entre elas, a existência de poucos trabalhos que procuram entender, sobretudo do ponto de vista das próprias crianças, as construções de masculinidades e feminilidades no âmbito das expectativas e práticas de socialização familiar, aqui inclusas as atividades que as crianças desempenham em suas residências, suas regiões de moradia e em outras instituições que por ventura frequentem. Partindo da necessidade de se investigar, em maior profundidade, essas interfaces entre gênero, família e escola, este trabalho de caráter qualitativo toma como sujeitos de pesquisa 25 crianças oriundas de camadas populares, entre oito e treze anos de idade, matriculadas no terceiro ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de São Paulo. Por meio de entrevistas semiestruturadas e observações participantes durante um semestre letivo, procura-se compreender como meninos e meninas percebem e ressignificam a postura de suas famílias frente a diferenças e semelhanças de gênero, a fim de explorar as relações entre as desigualdades na educação escolar e as construções de masculinidades e feminilidades no âmbito familiar, tomando como base a teoria da socióloga australiana Raewyn Connell. Os resultados desta pesquisa sugerem que, por um lado, as meninas encontram à sua disposição um leque restrito de atividades de lazer, bem como um acesso mais vigiado ou mesmo interditado ao espaço público da rua e arredores da residência, os quais elas mesmas entendem como perigosos e arriscados. Por outro, elas costumam também estar sobrecarregadas pelos afazeres domésticos, que realizam como parte de suas rotinas atarefadas e controladas, de modo a espelhar a divisão sexual do trabalho entre adultos. Existe, assim, uma relação por vezes antagônica entre a participação nos serviços de casa, as oportunidades de lazer e a circulação no espaço público, que resultam em situações de confinamento doméstico para muitas das meninas e, em contraste, rotinas mais frouxas e livres para a maioria dos garotos. Ademais, percebe-se que, na maioria dos casos, as garotas apresentam aspirações profissionais voltadas para carreiras que exigem maior qualificação profissional e até mesmo um prolongamento da escolarização, enquanto muitos dos meninos demonstram certo desconhecimento ou imaturidade a respeito de suas perspectivas de futuro. Conclui-se, enfim, que o cenário sexista sobre o qual se assenta a socialização familiar parece estimular um maior desempenho escolar das meninas por duas vias: primeiramente, pelo incentivo à construção de feminilidades pautadas pela responsabilidade, organização e iniciativa atributos condizentes com as expectativas escolares; e, em segundo lugar, pela significação positiva da escola enquanto um espaço de entretenimento, sociabilidade e realização pessoal, em que as meninas, mais do que os meninos, encontram possibilidades para ampliar seu horizonte de perspectivas e práticas. / Since the second half of the twentieth century, gender inequalities in Brazilian education have been reversed in favor of the girls, who now show higher education indicators than boys throughout their school trajectories. Scientific research about this topic which makes use of the concept of gender has contributed to shed light on the role of schools in the construction of masculinities and femininities of its students. However, some gaps still persist in research and indicate new challenges and prospects in gender and education studies field. Among these gaps, its noticeable that few studies seek to understand especially from the children\'s point of view constructions of masculinities and femininities in the bounds of family socialization expectations and practices, including activities done by children at their homes, neighborhoods and other institutions they attend. In order to contribute to fill this gap, this qualitative research studies 25 children from working class families, between the ages of 8 and 13 years old, enrolled in the third grade of elementary education in a public school in the city of São Paulo. Using semi-structured interviews and participant observation throughout one school semester, I seek to comprehend how boys and girls perceive and resignify their families perspectives on gender differences and similarities in order to explore the relation between educational inequalities and the constructions of masculinities and femininities in the family, based on the theoretical framework of Australian sociologist Raewyn Connel. The results suggest that, on one hand, girls have a restricted range of leisure activities and more supervised (and often prohibited) access to the street and their home surroundings, places the girls themselves perceive as dangerous and risky. On the other hand, girls tend to be overwhelmed by household chores that are part of their busy and controlled schedules in a way that reflects the sexual division of labor among adults. There is often an antagonistic relation between household chores, recreational opportunities and being allowed to move around in public spaces, resulting in home confinement contexts for many girls and, in contrast, more loose and free daily routines for most boys. Moreover, in most cases, girls have more ambitious professional aspirations for careers that require higher qualification or extended education, whereas many boys show certain ignorance or immaturity about their future prospects. Finally, I conclude that the sexist scenario of family socialization seems to stimulate higher school performance of girls in two ways: first, by encouraging the construction of femininity based on responsibility, organization and initiative which is consistent with schools expectations; and, secondly, girls positive significance of school as a space of entertainment, sociability and personal achievement. More than boys, girls find opportunities to broaden their horizon of practices and perspectives in school.
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Vestindo corpos, tecendo femininos : gênero e construção de feminilidades em colunas de moda da imprensa porto alegrense (1960-1970)

Motta, Elisa Fauth da 15 May 2017 (has links)
Submitted by JOSIANE SANTOS DE OLIVEIRA (josianeso) on 2017-06-20T12:15:07Z No. of bitstreams: 1 Elisa Fauth da Motta_.pdf: 5354547 bytes, checksum: 8c4b1966770db91dee057c8f04d50bd9 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-06-20T12:15:07Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Elisa Fauth da Motta_.pdf: 5354547 bytes, checksum: 8c4b1966770db91dee057c8f04d50bd9 (MD5) Previous issue date: 2017-05-15 / CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / Esta dissertação analisa as relações entre os discursos da moda veiculados na imprensa e a construção dos estereótipos de gênero femininos, nos anos de 1960 a 1970, no Rio Grande do Sul. Para isso, foram analisadas as colunas de moda publicadas no jornal Correio do Povo e na Revista do Globo neste período, além de fotografias publicadas nestes veículos e também aquelas que evidenciam o cotidiano porto-alegrense. A partir dessas fontes buscou-se apresentar as principais tendências de moda divulgadas no Sul e como elas se relacionavam com os ideais de feminilidade vigentes. Procura-se entender de que maneira os discursos do sistema da moda atuavam na manutenção dos estereótipos de gênero e também na proposta de novos ideais de feminilidade. Como resultado, foi possível observar que estes veículos de imprensa optavam por divulgar tendências de moda relacionadas a um comportamento controlado das mulheres, associado à elegância, mantendo afastadas de suas publicações sugestões que poderiam apresentar formas consideradas mais liberais de movimento corporal e comportamental. / The current dissertation intends to analyze what are the associations between fashion speeches disseminated in the press and the production of female stereotypes, from 1960 to 1970, in Rio Grande do Sul. For that, I analyzed the fashion columns published in the newspaper Correio do Povo and in the magazine Revista do Globo during this period, along with photographs published in these means and also those that highlight Porto Alegre’s everyday life. Through these sources, it is meant to show the main fashion trends spread by these means of communication and how they relate with the time’s ideals of femininity. It was intended to understand in which way the speeches of fashion system acted in the maintenance of gender stereotypes and also in the purpose of new ideas of femininity. As a result, it is possible to observe that these vehicles opted by publishing fashion trends related to the controlled behavior of women, associated with elegance, keeping away from their publications suggestions that could present more liberal kinds of body and behavior movements.
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De mãe em filha: a transmissão da feminilidade / From mother to daughter: transmission of feminineness

Ribeiro, Marina Ferreira da Rosa 06 November 2009 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-28T20:40:11Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Marina Ferreira da Rosa Ribeiro.pdf: 792731 bytes, checksum: 7c1c54299532a5b866af277b04f1a74d (MD5) Previous issue date: 2009-11-06 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / The main aim of this study was to find grounds and support from the psychoanalytical literature for the existence of specific psychological vicissitudes along the path from baby to girl to woman. The concepts put forward by certain psychoanalysts regarding this very intricate relationship and their effects on the continual challenge of becoming a woman and on the transmission of feminineness were investigated and analyzed. Freud s observations on the inexorable suppression that covers up the primordial relationship between mothers and their daughters were the starting point. Expressions for the nuances of the vestiges of this archaic relationship with mothers were sought; for daughters, their mothers are both the primary and the secondary objects of identification. Mothers eroticize their baby girls, leaving sensual traces for future adult enjoyment of female sexuality. In this relationship of like that engenders like, there is a potential risk of narcissistic entrapment and symbiotic illusion. Hostility between mothers and daughters was taken to be a search for psychological differentiation, which is always present to a greater or lesser extent. The passion between mother and daughter was shown firstly through the myth of Demeter and Persephone. The tragedy of Electra was dealt with as the other face of passion: hate. The conceptual framework surrounding feminineness in psychoanalysis was investigated and linked in, and the origin and development of the following concepts was explained: primary female identification (Paulo de Carvalho Ribeiro), primary homosexuality (Jacqueline Godfrind), primary female position or phase of feminineness (Melanie Klein) and primary maternalism and primary femaleness (Florence Guignard). The film Autumn Sonata by Ingmar Bergman was analyzed, focusing on the unsustainable nostalgia of meeting the mother, which was always dreamed of and never achieved. Continuing the reflections on the film, the male viewpoint and its indissociable dialectic connection with the female viewpoint is demonstrated. This coming together between female and male viewpoints brings to the fore the concept of psychological bisexuality. The different objective rules of mothers and fathers were also discussed. Two clinical constructions were presented: Zoe and Liz. Finally, the preciousness and tanatic , or the strength and vulnerability of the transmission of the feminineness from mothers to daughters were investigated / O objetivo principal desta pesquisa é fundamentar e sustentar, pela literatura psicanalítica, a existência de vicissitudes psíquicas específicas na trajetória bebê-menina- mulher. Investigo e analiso as concepções levantadas por alguns psicanalistas sobre tão intrincada relação, e seus efeitos no contínuo desafio de tornar-se mulher, assim como na transmissão da feminilidade. Parto das observações de Freud sobre o recalque inexorável que encobre os primórdios da relação de uma mãe com sua filha. Busco explicitar as nuances dos vestígios dessa relação arcaica com a mãe, que é, para a menina, tanto o objeto de identificação primário quanto o secundário. É a mãe quem erotiza seu bebê menina, deixando marcas sensuais para o futuro desfrutar adulto da sexualidade feminina. Há nessa relação do mesmo que engendra o mesmo, um risco pontecializado para a cilada narcísica e a ilusão simbiótica. A hostilidade entre mãe e filha é compreendida como uma busca de diferenciação psíquica, sempre presente, em maior ou menor intensidade. Apresento a paixão entre mãe e filha, primeiramente no mito de Deméter e Perséfone; abordo a tragédia de Electra como a outra face da paixão o ódio. Investigo e articulo a trama conceitual que cerca a concepção da feminilidade em psicanálise, e faço uma explanação da origem e desenvolvimento dos seguintes conceitos: identificação feminina primária (Paulo de Carvalho Ribeiro) homossexualidade primária (Jacqueline Godfrind), posição feminina primária ou fase da feminilidade (Melanie Klein) e, o materno primário e o feminino primário (Florence Guignard). Analiso o filme Sonata de Outono de Ingmar Bergman, sob o enfoque da insustentável nostalgia do encontro com a mãe, sempre sonhado e jamais alcançado. Na continuidade da reflexão a respeito do filme, coloco em evidência o olhar masculino e sua indissociável e dialética articulação com o olhar feminino. Essa aproximação entre o feminino e o masculino traz à tona o conceito de bissexualidade psíquica. O estatuto diverso da mãe e do pai como objeto também é discutido. Apresento duas construções clínicas: Zoe e Liz. Enfim, investigo o precioso e o tanático ou a força e a vulnerabilidade da transmissão da feminilidade de mãe em filha
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Literatura cabo-verdiana e discussão de gênero: propostas para masculinidades e feminilidades em obrqas de Evel Rocha, Germano Almeida e Dina Salústio / Cape-Verdean literature and gender discussion: proposals for masculinities and femininities in the fictional works of Evel Rocha, Germano Almeida and Dina Salústio

Mauricio Oliveira Rios 18 April 2012 (has links)
Surgiram nas últimas décadas muitos movimentos sociais que têm questionado os padrões estabelecidos pelo sistema patriarcal, levando-nos a discussão em torno das novas masculinidades e feminilidades, da relação entre os gêneros, da crise do masculino e da promoção das mulheres. Em Cabo Verde, essas temáticas também têm sido constantemente discutidas por toda a sociedade, encontrando na literatura espaço para representação de vários modelos de masculino e feminino. A partir da análise de três obras ficcionais: Estátuas de Sal (2003), de Evel Rocha, Estórias de dentro de casa (1998), de Germano Almeida, e Mornas eram as noites (1994), de Dina Salústio, com base num corpus teórico diversificado e interdisciplinar, que trata de temas como a construção social da masculinidade, a dominação masculina, as relações entre o masculino e feminino, entre outros, além de documentos e relatórios que contextualizam a situação do país, buscaremos demonstrar como o discurso literário tem expressado essas novas masculinidades e feminilidades, desde estruturas mais tradicionais a novas possibilidades para os gêneros e caminhos possíveis para as transformações das relações. / Many social movements have emerged in recent decades which have questioned standards set by the patriarchal system, leading us into a discussion around new masculinities and femininities, the relation between genders, the crisis of the masculine and the advancement of women. In Cape Verde, these themes have constantly been discussed by society, finding in literature a space for the representation of masculine and feminine models. From the analysis of three fictional works, Estátuas de Sal (2003) by Evel Rocha, Estórias de dentro de casa (1998) by Germano Almeida, and Mornas eram as noites (1994) by Dina Salústio and based on a diverse theoretical and interdisciplinary corpus that deals with themes such as the social construction of masculinity, male domination, the relationship between male and female, among others, besides documents and reports that contextualize the situation of the country, our work aims at presenting the way in which the literary discourse has expressed these new masculinities and femininities, ranging from the more traditional structures to new possibilities for genders and possible paths towards transforming these relations.
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Mulheres professoras tecidas nas tramas de suas relações cotidianas

Silveira, Saionara Oliveira Bello 04 May 2006 (has links)
Made available in DSpace on 2016-12-12T20:34:12Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Saionara Bello.pdf: 428332 bytes, checksum: ab2aeb337b56703f5b069e53aadf55c2 (MD5) Previous issue date: 2006-05-04 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / This paper is about a certain group of women; teachers working with children in their early years in São José County. The women mentioned in this paper are pedagogy students at Vale do Itajaí University, and they are also mothers, wives, girlfriends, and daughters; women who play different roles in their everyday lives and whose usual procedures have become the target of this research. The object of this paper is to understand how their everyday roles and chores interfere on their way of teaching as well as on their way of solving family conflicts, especially regarding those situations where public and private scenarios are not well defined. It also regards male/female situations being build on regular basis; using gender as an analytical filter according to recent theories and methodologies. Analyzing their speech one can see how they try to break already established situations by adopting simple usual tactics and procedures. By doing so, these teachers have been transforming their university into a place for freedom. / Este trabalho consiste num estudo acerca de um grupo de mulheres. Mulheres professoras que atuam na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental no município de São José. As mulheres pesquisadas são acadêmicas do curso de Pedagogia, da Universidade do Vale do Itajaí, Campus São José, são também mães, esposas, namoradas, amantes, filhas, mulheres que vivenciam diferentes papéis e foram suas práticas cotidianas que nortearam as investigações dessa pesquisa. Objetiva compreender como estas mulheres percebem e lidam com as interferências decorrentes das tramas de suas relações cotidianas, quais as possíveis implicações dessas interferências na constituição da professora, bem como as estratégias utilizadas por elas para resolver situações de conflito familiares, especialmente ao transitarem simultaneamente nos espaços público e privado. Percebe as masculinidades e feminilidades sendo construídas nas relações de cotidianeidade, sendo utilizado o gênero como categoria de análise, observando as contribuições teóricas e metodológicas recentes. A análise das narrativas das professoras mostra que elas se apropriam de práticas cotidianas, com táticas e estratégias, na tentativa de quebrar com representações sociais cristalizadas, ao que foi possível compreender que o grupo de mulheres professoras, sujeitos desta pesquisa, transformam a universidade em espaço de liberdade.

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