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Trajetórias Trans: apoio social e relações afetivo-sexuais de transexuais / Trans paths: social support and affective-sexual relations of transsexuals

Mariana Furtado Silva 27 June 2018 (has links)
Estudos mostram que transexuais vivenciam preconceitos e discriminação em suas relações familiares e sociais, o que pode acarretar vivências de sofrimento, ansiedade e depressão. Existem evidências de que o vínculo satisfatório com um parceiro afetivo e a presença de uma rede de apoio pessoal adequada atuam como proteção em relação a manifestações de estresse, ansiedade e depressão, além de serem igualmente protetivos durante a revelação e assunção da transexualidade. Contudo, pouco se conhece sobre a rede de apoio e a qualidade dos relacionamentos afetivo-sexuais das pessoas transexuais em processo de transição. A partir de tais considerações, o presente estudo teve por objetivo investigar os relacionamentos familiares e afetivo-sexuais de pessoas transexuais e compreender como esses relacionamentos estão inseridos na sua rede de apoio social. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo-exploratório, com delineamento transversal. Como referencial metodológico foi utilizado o estudo de casos múltiplos e como marco teórico, a teoria dos roteiros sexuais de Gagnon e Simon. Participaram do estudo doze pessoas. São seis mulheres transexuais e seis homens transexuais, com idades entre 19 e 58 anos, que vem sendo acompanhados por um serviço ambulatorial especializado vinculado ao sistema de saúde pública. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação dos seguintes instrumentos: roteiro de entrevista semiestruturada, com questões que buscavam circunscrever a rede familiar e de apoio social, Genograma, Mapa de Rede. Os dados da entrevista foram submetidos à análise de conteúdo na modalidade temática, e a interpretação dos resultados foi pautada no referencial teórico adotado. Os resultados obtidos indicam ambiguidade na reação de familiares frente à revelação da transexualidade, oscilando entre aceitação e rejeição. Os relacionamentos afetivos estabelecidos pelos(as) participantes tendem a se fragilizar e se desfazer frente à pressão do julgamento social e à dificuldade de reconhecimento do gênero assumido. O processo de construção da identidade como mulher ou homem transexual é marcado por mudanças nas concepções de gênero, de sexualidade e de papéis sociais, destacando o nome social e a luta pelo reconhecimento legal e obtenção dos novos documentos como faceta crucial nesse processo. A presença de uma rede apoio social, com participação ativa de familiares e amigos, parece exercer uma função de proteção e acolhimento frente às inúmeras dificuldades enfrentadas pelas pessoas transexuais em seu processo de transição, ocasionadas pelo preconceito e intolerância enfrentados. / Studies show that transsexuals experience prejudice and discrimination in their family and social relations, which can lead to experiences of suffering, anxiety and depression. There is evidence that a satisfactory attachment to an affective partner and the presence of an adequate personal support network act as protection against manifestations of stress, anxiety and depression, as well as being equally protective during the revelation and assumption of transsexuality. However, little is known about the support network and the quality of the affective-sexual relationships of transsexual people in transition. Based on these considerations, the present study aimed to investigate the family and affective-sexual relationships of transsexual people and to understand how these relationships are inserted in their social support network. This is a qualitative, descriptive-exploratory study, with a crosssectional design. As a methodological reference, the study of multiple cases was used, and as theoretical framework, the theory of the sexual scripts of Gagnon and Simon. Twelve people participated in the study. Six transsexual women and six transsexual men, aged between 19 and 58 years, accompanied by a specialized outpatient service linked to the public health system. Data collection was performed through the application of the following instruments: semi-structured interview script, with questions that sought to circumscribe the family network and social support, Genogram, Network Map. The data of the interview were submitted to content analysis in the thematic modality, and the interpretation of the results was based on the adopted theoretical framework. The results indicate ambiguity in the reaction of family members to the revelation of transsexuality, oscillating between acceptance and rejection. The affective relationships established by the participants tend to become fragile and undo in the face of the pressure of social judgment and the difficulty of recognizing the gender assumed. The process of constructing identity as a transsexual woman or man is marked by changes in conceptions of gender, sexuality and social roles, highlighting the social name and the struggle for legal recognition and obtaining new documents as a crucial facet in this process. The presence of a social support network, with the active participation of family and friends, seems to play a protective and welcoming role in the face of innumerable difficulties faced by transsexual people in their transition process, caused by prejudice and intolerance.
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Migrações sexuais e de gênero : experiências de mulheres transexuais

Petry, Analídia Rodolpho January 2011 (has links)
A presente pesquisa tem como foco os processos de migração sexual e de gênero de sujeitos designados pelo discurso biomédico como transexuais mulheres que realizaram o processo transexualizador em um hospital de Porto Alegre. Trata-se de um estudo inserido no campo dos Estudos Culturais, em articulação com o campo dos Estudos de Gênero. Objetiva-se problematizar como ocorrem os processos de migração sexual e de gênero de sujeitos transexuais que se submeteram à cirurgia de redesignação sexual há pelo menos dois anos, focalizando, prioritariamente, as representações de gênero, corpo, sexo e sexualidade que se articulam nessas trajetórias. A metodologia deste estudo utiliza-se de histórias de vida de sete mulheres transexuais para quem o evento desencadeador das entrevistas narrativas é a cirurgia de redesignação sexual denominada de neocolpovulvoplastia. As narrativas produziram duas unidades analíticas, abordando o modo como os processos de migração sexual e de gênero empreendidos são narrados e as representações de corpo, gênero e sexualidade que são mobilizadas. As articulações entre gênero, corpo e sexualidade, enquanto ferramentas analíticas, com o material empírico produzido, permitiram delinear a flexibilidade, a multiplicidade e a provisoriedade de identidades e de experiências que são mobilizadas nesses processos, o que coloca importantes questões para as instituições sociais e áreas de conhecimento que estão implicadas na produção e veiculação de explicações psico-biologicistas como gênese da diversidade sexual. As reflexões efetuadas nesta pesquisa são importantes para ampliar e qualificar práticas de cuidado de enfermagem e de saúde, de modo geral, voltadas para o atendimento a sujeitos transexuais no contexto social, na medida em que temas vinculados ao gênero e à sexualidade continuam sendo pouco abordados nos processos de formação profissiona / This research focuses on the processes of sexual and gender migration of subjects named by the medical discourse as women transsexuals that have undergone the transsexualization process in a hospital in Porto Alegre. The study is founded on the field of Cultural Studies, in articulation with the field of Gender Studies. The aim is to problematize the ways in which the processes of sexual and gender migration occur in transsexual subjects that underwent the sexual reassignment surgery at least two years ago, focusing primarily on the representations of gender, body, sex and sexuality that have been articulated in their trajectories. The methodology used in this study comprehends the life histories of seven transsexual women whose narrative interviews have been triggered by the sexual reassignment surgery called neovaginoplasty. Their narratives have produced two analysis units, approaching both the way the processes of sexual and gender migration have been narrated and the representations of body, gender and sexuality that have been mobilized. The articulations of gender, sexuality and body, while analytical tools, with the empirical data produced allowed us to delineate the flexibility, variety and the temporary character of identities and experiences that are mobilized by these processes, which raises important questions for social institutions and areas of knowledge that are involved with the production and delivery of psycho-biologists explanations as the genesis of sexual diversity. The reflections made in this research are important to widen and improve nursing care practices and health aimed at assisting transsexual subject in the social context. Topics related to gender and sexuality has been shortly addressed on process of training, especially in health. / La presente investigación se centra en los procesos de migración sexual y de género de los sujetos designados por el discurso biomédico como transexuales mujeres que realizaron el proceso transexualizador en un hospital de Porto Alegre. Se trata de un estudio insertado en el campo de los Estudios Culturales, en articulación con el campo de los Estudios de Género. Se apunta a entender como ocurren los procesos de migración sexual y de género de sujetos transexuales que se sometieron a la cirugía de redesignación sexual hay por lo menos dos años, centrándose, prioritariamente, las representaciones de género, cuerpo, sexo y sexualidad que se articulan en esas trayectorias. La metodología de este estudio se utiliza de historias de vida de siete mujeres transexuales para quienes el evento causante de las entrevistas narrativas es la cirugía de redesignación sexual denominada de neocolpovulvoplastia. Las narrativas produjeron dos unidades analíticas, abordando el modo como los procesos de migración sexual y de género emprendidos son narrados y las representaciones de cuerpo, género y sexualidad que son movilizadas. Las articulaciones entre género, cuerpo y sexualidad, mientras herramientas analíticas, con el material empírico producido permitieron delinear la flexibilidad, la multiplicidad y la transitoriedad de las identidades y de experiencias que son movilizadas en esos procesos, lo cual plantea importantes cuestiones para las instituciones sociales y áreas de conocimiento que están implicadas con la producción y trasmisión de explicaciones psico-biologicista como génese de la diversidad sexual. Las reflexiones hechas em esta investigación son importantes para ampliar y mejorar las prácticas de atención de enfermería y salud, destinados a ayudar a los sujetos transexuales en el contexto social. Los temas relacionados com gênero y sexualidad siguen poco abordados en el processo de capacitación, especialmente em la salud.
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Vidas em espera : uma etnografia sobre a experiência do tempo no processo transexualizador / Lives-in-waiting: an ethnography about the experience of time in the transexualizing process

Almeida, Anderson Santos 06 April 2018 (has links)
Submitted by Luciana Ferreira (lucgeral@gmail.com) on 2018-05-22T12:11:42Z No. of bitstreams: 2 Dissertação - Anderson Santos Almeida - 2018.pdf: 6384339 bytes, checksum: 3c8c125953404a08d6b8a8e21d241953 (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) / Approved for entry into archive by Luciana Ferreira (lucgeral@gmail.com) on 2018-05-22T12:15:48Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Dissertação - Anderson Santos Almeida - 2018.pdf: 6384339 bytes, checksum: 3c8c125953404a08d6b8a8e21d241953 (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) / Made available in DSpace on 2018-05-22T12:15:48Z (GMT). No. of bitstreams: 2 Dissertação - Anderson Santos Almeida - 2018.pdf: 6384339 bytes, checksum: 3c8c125953404a08d6b8a8e21d241953 (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Previous issue date: 2018-04-06 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / This research aims to anthropologically interpret the meanings about time and waiting among transsexual women who participate or wish to participate in the Processo Transexualizador within the Sistema Único de Saúde (SUS). I carried out fieldwork in various situations, lived with and interviewed some women participants in the Projeto Transexualidade, at Hospital das Clínicas from UFG, who shared their experiences with me. The semi-structured interviews, along with participant observation, helped me to produce the ethnographic elements that will be shared in this dissertation. Thus, among the elements that configure this research, the narratives about the (re)construction of the interviewees' body, during the so-called gender transition, stand out with a focus on time and temporality. The waiting within the public health area is constant, even more so when it comes to the quest for a better living condition and realization of dreams for trans women. This waiting can be an element that directly influences their lives, as it is a condition that is always present in each moment of life in the course of the transexualization process. Thus, at the end of this anthropological experience, it is evident to me that waiting is a factor that in many instances regulates the experiences of these women, and it is difficult to separate it from the meanings shared around the gender transition experience. / Esta pesquisa tem como objetivo interpretar antropologicamente os significados sobre o tempo e a espera entre mulheres transexuais que participam ou desejam participar do Processo Transexualizador no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Realizei trabalho de campo em diversas situações, convivi junto algumas mulheres participantes do Projeto Transexualidade, do Hospital das Clínicas da UFG, que compartilharam comigo suas experiências por meio de entrevistas. As entrevistas semiestruturadas, juntamente com a observação participante, me ajudaram a produzir os elementos etnográficos que serão compartilhados nessa dissertação. Sendo assim, entre os elementos que configuram essa pesquisa, destaca-se, com foco no tempo e na temporalidade, as narrativas em torno da (re)construção do corpo das entrevistadas, durante a chamada transição de gênero. A espera dentro da área da saúde pública é constante, ainda mais quando se trata da busca para uma melhor condição de vida e realização de sonhos entre mulheres trans. Essa espera pode ser um elemento que influencia diretamente a vida delas, por ser uma condição sempre presente em cada instante de vivência no decorrer do processo transexualizador. Dessa maneira, ao final dessa experiência antropológica fica para mim evidente que a espera representa um fator que em muitos momentos regula as experiências dessas mulheres, sendo difícil separá- la dos significados compartilhados em torno da experiência da transição.
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O gênero e a ciência da saúde: produção em torno da transexualidade no Portal de pesquisa da Biblioteca Virtual de Saúde / Gender and \"science\" in health: scientific production over transsexuality on Virtual Health Library Search Portal (VHL)

Carvalho, Diego Sousa de 03 November 2014 (has links)
Este trabalho se compõea partir de levantamento bibliográfico na base de dados do Portal da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando marcadores específicos sobre a pesquisa em transexualidade. A produção científica será discutida de forma críticano objetivo de explorar de que formas a instituição saúde no corpo teórico reflete suas práticas, sob quais perspectivas tem pensado e descrito o fenômeno da transexualidade, se no campo da doença e das técnicas de intervenção sobre esta, ou se vendo possibilidades de cuidado no campo humano, articulando argumentos do ponto de vista social. Tendo em vista que a genealogia da transexualidade está diretamente ligada à uma instituição clínica, sua instituição como categoria nosológica reflete diretamente na implantação de novos aspectos subjetivos no campo do gênero, e requer constantemente pensar como se dão as estratégias de análise do tema, e se, enquanto categoria clínica, têm se pensado mecanismos de compreensão sensíveis para além do viés patológico. / This work has been written over bibliographic revision over Virtual Health Library Search Portal (VHL) database, trough specifical book markings on transsexuality research. Scientific production will be critically discussed in order to explore which ways health institution in a theorical corpus reflects its practices, under which perspectives it has been thinking e describing the transsexuality phenomenon, if in the field of illness and the interventions over it, or seeing possibilities in human care field, articulating arguments of a social standpoint. Considering that the genealogy of transsexuality is directly linked to a clinical institution, its institution as a nosological category reflects directly on the implementation of new subjective aspects in the field of gender, and constantly it requires thinking about how are the strategies of analysis on this theme, and if, as a clinical category, sensitive mechanisms of comprehension have been thought for beyond the pathological bias.
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Transexualidade, rede de apoio e suas multiplicidades: do acolhimento ao protagonismo / Transsexuality, support network and its multiplicities: from the reception to the protagonism

Ferreira, Ra?sa Fernandes 08 April 2016 (has links)
Submitted by Sandra Pereira (srpereira@ufrrj.br) on 2017-05-02T17:22:19Z No. of bitstreams: 1 2016 - Ra?sa Fernandes Ferreira.pdf: 863288 bytes, checksum: 1540241001627753a7a2e00a767aa319 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-05-02T17:22:19Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2016 - Ra?sa Fernandes Ferreira.pdf: 863288 bytes, checksum: 1540241001627753a7a2e00a767aa319 (MD5) Previous issue date: 2016-04-08 / Coordena??o de Aperfei?oamento de Pessoal de N?vel Superior - CAPES / This research aims to understand the role of support network and their effects on processes of subjectivization of transgender people, called here also people who move between genders, and legitimize singular modes of existence. From the genealogic perspective, deconstrucs the scientific discourse that engendered transexuality as a mental disorder, as well as questions the treatments and medical-legal procedures forged to deal with gender expressions that differ from alleged established normality. Cartography, taken as a methodological approach, helped the insertion in the field, that occurred in Grupo TransRevolu??o, in Rio de Janeiro. Through the use of the term support network, already used by people informally, it is possible to understand the dynamics of group, the meetings that enables, constituting a speech space, listening, horizontality, production of care for the self and the others, and also where the activism is organized. / A presente pesquisa visa conhecer o papel da rede de apoio e seus efeitos nos processos de subjetiva??o e constru??o de si das pessoas travestis e transexuais, chamadas aqui tamb?m de pessoas que transitam entre g?neros, e legitimar modos singulares de exist?ncia. A partir da perspectiva geneal?gica, desconstr?i os discursos cient?ficos que engendraram a transexualidade como transtorno mental, assim como questiona os tratamentos e procedimentos m?dico-jur?dicos forjados para lidar com express?es de g?nero que divergem da suposta normalidade institu?da. A cartografia, assumida como postura metodol?gica, auxiliou na inser??o no campo, que se deu atrav?s das idas ao grupo carioca TransRevolu??o. Atrav?s da utiliza??o do termo rede de apoio, j? usado por algumas pessoas de modo informal, ? poss?vel compreender a din?mica do grupo, os encontros que este possibilita, constituindo um espa?o de fala, escuta, horizontalidade, produ??o de cuidado de si e do outro, e tamb?m local onde o ativismo se organiza.
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Geni e os direitos humanos: um retrato da violência contra pessoas trans no Brasil do século XXI / Geni and the human rights: a portrait of violence against trans people in Brazil in the twenty-first century

Caputo, Ubirajara de None 12 September 2018 (has links)
O objeto principal da pesquisa é a violência contra travestis, mulheres transexuais e homens transexuais no Brasil contemporâneo. Ele é abordado a partir das denúncias de violações de Direitos Humanos (DH) dessa população, realizadas através do serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Foram identificadas as seguintes categorias de violação: agressão verbal, ameaça/tentativa de morte, ameaças (exceto de morte), assassinato, discriminação, negligência, prejuízo financeiro, violência física e violência sexual. Apurou-se quantitativamente a frequência de violações por unidades da federação, por categorias de violações e por categorias de suspeitos, relacionando-as entre si. A maioria das violações são perpetradas por homens, exceto nos casos de negligência, em que os principais violadores são instituições públicas. Também foram descritas, numa abordagem qualitativa, situações de violação nos contextos familiar, de trabalho, de consumo, de exploração sexual e de utilização de serviços públicos, especialmente nas áreas de educação, saúde, assistência social e segurança. Além disso, procurou-se compreender os impactos da violência nas subjetividades das vítimas utilizando-se o conceito de humilhação social. À luz dos resultados desta pesquisa e de outros trabalhos realizados em várias partes do mundo, conclui-se que a transfobia é um fenômeno transcultural que se assenta em cinco eixos ligados à interdição e à reificação: interdição da vida corpórea, interdição na vida social, interdição na vida política, reificação para uso sexual e reificação para o escárnio / The main purpose of this research is to discuss about violence against transvestites, transsexual women and transsexual men in contemporary Brazil. Its approach is based on the reports of Human Rights violations in this population, carried out through the Human Rights Hotline Service (Dial 100) of the Secretariat of Human Rights of the Presidency of the Republic. The following categories of violation have been identified: verbal aggressiveness, death threat/attempt, threats (except death), murder, discrimination, neglect, financial loss, physical violence and sexual violence. The frequency of violations by federation units, by category of violations and by categories of suspects, was quantitatively determined by relating them to each other. Most of the violations are perpetrated by men, except in cases of negligence, where the main violators are public institutions. Situations of violation concerning the contexts in the family, work, consumption, sexual exploitation and use of public services, especially in the areas of education, health, social assistance and security, were also described in a qualitative approach. Moreover, we aimed at the comprehension of the impacts of violence on the subjectivities of victims making use of the social humiliation concept. In the light of the outcomes of this research and other works held in various parts of the world, the conclusion is that transphobia is a cross-cultural phenomenon which is based on five axes linked to interdiction and reification: corporeal life interdiction, social life interdiction, political life interdiction, reification for sexual use and reification for derision
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Cirurgia de transgenitalização e adequação registral como mecanismos insuficientes de alcance da dignidade humana do transexual

Ramos, Roberto Leonardo da Silva 19 February 2014 (has links)
Made available in DSpace on 2015-05-07T14:27:22Z (GMT). No. of bitstreams: 1 arquivototal.pdf: 1269622 bytes, checksum: 691db9599b9176bf6383f036b0230a0c (MD5) Previous issue date: 2014-02-19 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / The transgenitalization surgery is a procedure used by medicine to adjust the transsexual s body to one the individual feels suitable with his or hers identity. For the surgery to happen it s necessary that a multidisciplinary team declare the transsexuality a pathology, which inflicts serious psychological suffering and reduction of the libido due to not accepting their own body. Majoritarian jurisprudence understands that after the physical modification the person may modify the civil records in order to adjust to his or hers new characteristics. After those interventions, both chirurgical and documental, this individual will have dignity. This work intends to understand if the procedures mentioned are enough to assure dignity to transsexual individuals. The main purpose here is to demonstrate society traditionally divides itself on men and women in heterosexual behavior, which translates a binary framing for people. The dissertation also clarifies that gender is a result of cultural construction, which stands in the way of a simplistic division of heterosexual behavior between men and women. It will be used a bibliographic research of the themes brought here, such as feminism, transsexuality or right to a name. As a theoretical reference it will be adopted the Marxist feminism theory. To accomplish what it proposes, this dissertation will be divided in three chapters. The first chapter will disclosure the right to a name, mentioning its principles and the legislation, both internal and international. It also clarifies about the possibilities of name change, touching especially what concerns the transsexual and, by consequence, the surgery of sexual adaptation. The second chapter approaches the feminism theory, which denaturalizes the gender debate, pointing that the relation of subjection between men and women has a political obliquity, and amplifies gender researches to involve also transsexuals. The third chapter uses the queer theory to point the necessary breaking of the binary composition of men/women and deconstruct the dominant thought that uses signs to establish the comportment pattern thought as ideal, which is called heteronormativity. In that point it is showed that both the transgenitalization surgery and the requirement of this surgery to alter social registration enforce the binary pattern of gender and it is not enough to assure dignity to those individuals that don t adapt to such a corporal dimorphism. This work then concludes that both medical and legal mechanisms aren t enough to the pretensions of dignity of transsexual individuals. / A cirurgia de transgenitalização é um procedimento utilizado pela medicina com o intuito de adequar o corpo do transexual ao pretendido pelo indivíduo por entender mais compatível com sua identidade de gênero. Para que isto ocorra é necessário que uma equipe multidisciplinar ateste alguns requisitos que impliquem no reconhecimento da transexualidade como patologia, a exemplo de grave sofrimento psicológico e diminuição da libido por não aceitar o seu estereótipo. A jurisprudência majoritária entende que após a adequação física, a pessoa pode modificar o registro civil para se adequar ao seu novo corpo e após as duas intervenções (cirúrgica e documental) o indivíduo gozará de dignidade. O que se pretende saber é se realmente os procedimentos acima mencionados são suficientes para proporcionar dignidade aos sujeitos que se reconhecem como transexuais. Objetiva-se demonstrar que a sociedade tradicionalmente se divide em homens e mulheres de comportamento heterossexual, ou seja, é o meio binário de enquadramento das pessoas, que encontra fundamento na naturalização e universalização que impõe este padrão. A dissertação também objetiva esclarecer que o gênero das pessoas é resultado da construção cultural da sociedade, não podendo haver uma divisão simplista em comportamento heterossexual em que todos devem se enquadrar entre homens e mulheres. Utiliza-se levantamento bibliográfico dos temas pertinentes do direito ao nome, feminismo e transexualidade. Como referencial teórico é adotado o feminismo marxista. Para tal intuito, divide-se o texto em três capítulos. O primeiro dispõe acerca do direito ao nome, mencionando os princípios norteadores, tutela prevista na legislação cível pátrio e instrumentos internacionais. Também é esclarecido sobre as possibilidades de alteração do nome, enfatizando o caso do transexual e por consequência a cirurgia de adequação sexual. No segundo capítulo aborda-se o pensamento feminista, que desnaturaliza o debate de gênero e apontando a relação de sujeição entre homens e mulheres como de cunho político e a ampliação das pesquisas feministas que abrangem também os transexuais. No terceiro capítulo utiliza-se a teoria queer e aponta o necessário rompimento do binarismo homem/mulher ao desconstruir o pensamento dominante que se utiliza de signos para estabelecer o padrão comportamental pretendido e tido como ideal, o que se denomina de heteronormatividade. Ao fim, é constatado que a cirurgia de transgenitalização e esta como requisito imprescindível para a modificação registral do transexual apenas reforçam o binarismo de gênero, não sendo suficiente para proporcionar dignidade aos indivíduos que não se adaptam ao dimorfismo corporal, sendo os mecanismos médicos e jurídicos inadequados às pretensões dos transexuais.
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Análise das concepções e práticas de psicólogas/os frente às normativas do Conselho Federal de Psicologia sobre diversidade sexual e de gênero

Mesquita, Daniele Trindade 19 February 2018 (has links)
Submitted by Geandra Rodrigues (geandrar@gmail.com) on 2018-05-23T13:58:00Z No. of bitstreams: 1 danieletrindademesquita.pdf: 2423546 bytes, checksum: 10211da9940d3ea2192cd8944c868460 (MD5) / Approved for entry into archive by Adriana Oliveira (adriana.oliveira@ufjf.edu.br) on 2018-05-24T18:20:01Z (GMT) No. of bitstreams: 1 danieletrindademesquita.pdf: 2423546 bytes, checksum: 10211da9940d3ea2192cd8944c868460 (MD5) / Made available in DSpace on 2018-05-24T18:20:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 danieletrindademesquita.pdf: 2423546 bytes, checksum: 10211da9940d3ea2192cd8944c868460 (MD5) Previous issue date: 2018-02-19 / Atualmente, as principais organizações e documentos nacionais e internacionais vinculados à saúde não consideram mais a homossexualidade como uma psicopatologia, e sim como uma das possibilidades de vivência afetiva e sexual humanas. No que tange à identidade de gênero, os manuais de classificação de doença ainda diagnosticam pessoas transgêneras com o que é denominado de “disforia de gênero” que, embora patologize as vivências trans também possibilita o acesso aos recursos tecnológicos que auxiliam na transição corporal. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia se posicionou sobre a atuação de psicólogas/os com a população LGBT, através de dois documentos, a Resolução 001 /99, que estabelece normas de atuação para os psicólogas/os em relação à questão da orientação sexual e a “Nota técnica sobre processo transexualizador e demais formas de assistência às pessoas trans”. Ambos os documentos advogam uma atuação psicológica que não patologize a homossexualidade e transexualidade, rompendo inclusive com a concepção médica, que ainda concebe esta última como transtorno. Entretanto, diversas psicólogas/os e políticos cristãos passaram a reivindicar o retorno da Psicologia a esta atuação de “cura da homossexualidade”, através de projetos de lei que pretendem sustar a resolução 001/99. Dessa forma, é possível constatar posturas antagônicas entre o Conselho e parte das/os profissionais de Psicologia, suscitando dúvidas a respeito de como têm sido conduzidas as atuações em relação à população LGBT. Assim, este trabalho objetiva identificar quais as concepções e práticas profissionais desenvolvidas por psicólogas/os juiz-foranas/os frente à resolução nº 001/99 e à “Nota técnica sobre processo transexualizador e demais formas de assistência às pessoas trans de 2013”, ambas normativas do Conselho Federal de Psicologia (CFP). A pesquisa possui metodologia qualitativa, de caráter exploratório. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com psicólogas/os juiz-foranas/os, que foram transcritas e analisadas a partir da Análise do Discurso, de enfoque foucauldiano. Foi possível constatar a coexistência de práticas éticas e preconceituosas por parte das/os profissionais. Embora nenhuma/um psicóloga/o tenha defendido explicitamente a patologização das vivências LGBT ou a utilização de práticas “curativas”, ainda persistem discursos e práticas que (re)inventam formas de abjeção, naturalizando a heterossexualidade e a cisgeneridade e colocando as experiências LGBT em uma posição de inferioridade. / Currently, the main organizations and national, international documents related to health no longer regard the homosexuality as psychopathology, but as human possibilities of affective and sexual experience. With respect to gender identity, classification manuals of disease still diagnose transgender people like “gender dysphoria” which, while pathologizing trans experiences, also allows access to technological resources that help in the corporal transition. In Brazil, Federal Council of Psychology has positioned itself in relation to psychologists practice with LGBT public through two documents, the resolution 001/99, that set regulations for psychologists actuation with regard to sexual orientation issue and the “Technical Note about the transsexualizer process and others ways of assistance to transgender people”. Both documents advocate a psychological actuation that does not pathologize homosexuality and transsexuality, breaking with medical conception who still conceives the latter as a disorder. However, various psychologists and Christian politicians claimed the return of psychology to this actuation of “healing of homosexuality”, through draft bills that are intended to suspend the resolution 001/99. Therefore, it is possible to determine competing postures between the Council and part of psychology professionals, raising doubts about how the actuations have been conducted in relation to LGBT people. Thus, this work aims identify which conceptions and professional practices are developed by psychologistis from Juiz de Fora in face of resolution number 001/99 and the “Technical Note about the transsexualizer process and others ways of assistance to transgender people”, both regulations of the Federal Council of Psychology (CFP). The research was accomplished from a qualitative methodology with exploratory character. We carried out semi-structured interviews with psychologists from Juiz de Fora, which were transcribed and analyzed from Discourse Analysis, with foucauldian focus. It was possible to verify the coexistence of ethical and prejudiced practices by professionals. Although no psychologist has advocated explicitly the pathologization of LGBT experiences or the use of "curative" practices, discourses and practices persist (re)inventing forms of abjection, naturalizing heterosexuality and cisgenerity, and placing LGBT experiences in a position of inferiority.
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Travestis e mulheres trans vivendo com HIV/Aids: estudo transversal mensurando adesão à TARV e qualidade de vida em um centro de referência em HIV/Aids da cidade de São Paulo, Brasil / Adherence to antiretroviral treatment and quality of life in the population of transgender women living with HIV / AIDS: a cross-sectional study in the city of São Paulo, Brazil

Thiago Emerson Sabino 23 August 2018 (has links)
Estimativas mundiais apontam que 19% das travestis e mulheres trans estão vivendo com HIV/Aids; no Brasil, a prevalência está acima de 30%. Essas taxas são crescentes e expressam a falta de atenção à saúde desta população. Raros estudos abordam a adesão dessa população aos antirretrovirais, com resultados preocupantes demonstrando falhas na adesão; além disso, escassos trabalhos científicos descrevem a qualidade de vida de travestis e mulheres trans vivendo com HIV/Aids. Este estudo teve por objetivos: (i) descrever a adesão à terapia antirretroviral de travestis e mulheres trans vivendo com HIV/Aids; (ii) identificar fatores associados com a adesão à terapia antirretroviral; (iii) mensurar a qualidade de vida entre travestis e mulheres trans vivendo com HIV/Aids; (iv) identificar fatores associados à qualidade de vida; e (v) explorar a associação entre qualidade de vida e adesão à terapia. A ferramenta para estimar a adesão foi o autorrelato desenvolvido pelo grupo Terry Beirn Community Programs for Clinical Reserch on Aids, além do parâmetro clínico carga viral. Para avaliação da qualidade de vida o questionário utilizado foi o Patient Report Outcomes Quality of Life - HIV (PROQOL-HIV). Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP e pelo comitê de ética e pesquisa do Centro de Referência e Treinamento CRT Santa Cruz, além de estar em consonância com as diretrizes da resolução nº 510 de 2016 pelo Conselho Nacional em Saúde. Os dados foram analisados no programa STATA 15.1, sendo aplicados teste qui-quadrado, teste da soma dos postos de Wilcoxon, cálculo da correlação não paramétrica de Spearman e modelo de regressão logística multivariada. Cento e seis travestis e mulheres trans vivendo com HIV/Aids foram incluídas nesse estudo, das quais 90% declararam adesão ao tratamento; idade mais avançada foi identificada como fator associado a melhor adesão. O escore de qualidade de vida esteve entre boa a excelente em cinco dos 8 domínios do PROQOL-HIV; e menor escolaridade, depressão e uso de drogas ilícitas foram fatores associados com pior escore de qualidade de vida. Não observamos correlação estatisticamente significante entre qualidade de vida e adesão. Nosso estudo sugere que os resultados obtidos possam estar relacionados ao modelo de atendimento adotado no centro recrutador. Estudos multicêntricos, com maior número de participantes e que considere unidades de atendimento localizadas em regiões remotas e menos favorecidas são necessários para expressar a real situação da adesão aos antirretrovirais e qualidade de vida de travestis e mulheres trans. / Worldwide estimates indicate that 19% of transgender women are living with HIV / AIDS; in Brazil, the prevalence is above 30%. The increase of the numbers express the lack of health care for this population. Rare previous studies address transgender women adherence to antiretroviral, with poor results and worrying results; In addition, rare scientific studies describe the quality of life in this population. This study focused on evaluating adherence to antiretroviral therapy, identified predictors for adherence, assessed quality of life, identified predictors for quality of life and explored the association between adherence and quality of life in a population of transgender women living with HIV/AIDS. We interviewed 106 transgender women treated at the outpatient clinic of the HIV / AIDS referral center in São Paulo about their adherence to antiretroviral, using a self-reported tool developed by Terry Beirn\'s group Community Programs for Clinical Research on AIDS and about quality of life using Patient Report Outcomes Quality of Life - HIV (PROQOL-HIV) questionnaire. We also used viral suppression as an indicator of adherence. Prior to the study, ethical clearance was obtained from a Health Research Ethics Committee and informed consent obtained from the study participants. Results formed part of adherence assessment. Data was analyzed using STATA 15.1, with x-square, Wilcoxon test, Spearman test and logistical regression analysis was performed. The sample declared 90% adherence to treatment in self-report, was created a new variable to measure adherence considering viral suppression and self-report, the results decrease to 78% of participants adherent; statistical analyses showed that younger transgender women have more chances to report low adherence. Most participants reported well to excellent quality of life, and lower schooling, depression, and illicit drug use were predictors for a worse quality of life score. We did not observe a statistically significant correlation between quality of life and adherence. Our study suggests good results from the service model adopted at the recruiting center. Multicentric studies with a larger number of participants and considering service units located in remote and less favored regions are necessary to express the real situation of adherence to antiretroviral and quality of life of transgender women.
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O vivido de transexuais e travestis nos atendimentos à saúde: compreender para melhor assistir

Oliveira, Guilherme Sacheto 24 August 2018 (has links)
Submitted by Renata Lopes (renatasil82@gmail.com) on 2018-09-27T15:03:21Z No. of bitstreams: 1 guilhermesachetooliveira.pdf: 2872997 bytes, checksum: 17db3f17b7b1249161cdcf3acb41600e (MD5) / Approved for entry into archive by Adriana Oliveira (adriana.oliveira@ufjf.edu.br) on 2018-10-16T12:12:59Z (GMT) No. of bitstreams: 1 guilhermesachetooliveira.pdf: 2872997 bytes, checksum: 17db3f17b7b1249161cdcf3acb41600e (MD5) / Made available in DSpace on 2018-10-16T12:12:59Z (GMT). No. of bitstreams: 1 guilhermesachetooliveira.pdf: 2872997 bytes, checksum: 17db3f17b7b1249161cdcf3acb41600e (MD5) Previous issue date: 2018-08-24 / Objetivou-se desvelar os sentidos do ser pessoa trans que se constrói no feminino frente aos atendimentos realizados por profissionais de saúde do SUS. Estudo de abordagem qualitativa, fundamentada na Fenomenologia de Martin Heidegger, realizado em um município da Zona da Mata Mineira. Através da utilização do método bola de neve, dez participantes que se autodeclararam transexual ou travesti e que utilizam pelo menos um serviço de saúde oferecido no SUS foram incluídas neste estudo. Os encontros fenomenológicos foram guiados pela utilização de entrevista aberta. Da análise destes depoimentos emergiram então as estruturas essenciais constituindo quatro Unidades de Significação. A compreensão vaga e mediana dos significados permitiu a construção do fio condutor, que conduziu a Hermenêutica. O vivido de transexuais e travestis foi desvelado ao externarem aspectos que amparam a construção e a manutenção do feminino frente a padrões socialmente impostos, a importância da utilização e aceitação do nome social por profissionais de saúde, suas experiências cotidianas ao usarem os serviços de saúde com a vivência da transfobia e ainda ao deporem sobre a importância de suas redes sociais para o processo de transformação para o corpo desejado e o despreparo dos profissionais de saúde no amparo a esse anseio. O vivido de transexuais e travestis é permeado por negação de direitos, omissão de cuidados, estigmatizações e constrangimentos, além de diversas formas de violências. Torna-se recomendável que a formação em gênero e sexualidade seja abordada durante a formação profissional, oferecendo a oportunidade que os egressos possam suprir as necessidades dessa população muitas vezes invisível. / The aim was to unveil the senses of the transsexual and transvestite being in front of the care given by SUS professionals. Study of a qualitative approach, based on the Phenomenology of Martin Heidegger, carried out in a municipality of the Zona da Mata Mineira. Through the use of the snowball sampling, ten participants who declared themselves transsexual or transvestite and who use at least one health service offered in the SUS were included in this study. Phenomenological meetings were guided by the use of an open interview. Essential structures emerged, constituting four Units of Significance. A vague and meditative understanding of meanings allowed the construction of the guiding thread, which led to Hermeneutics. The experience of transsexuals and transvestites was unveiled when they expressed aspects that supported the construction and maintenance of the feminine in face of socially imposed standards, the importance of the use and acceptance of the social name by health professionals, their daily experiences when using health services with the experience of transphobia and also by stressing the importance of their social networks for the process of transformation to the body desired and the unpreparedness of health professionals in support of this desire. The lives of transsexuals and transvestites are permeated by denial of rights, omission of care, stigmatizations and constraints, as well as various forms of violence. It is recommended that training in gender and sexuality be addressed during vocational training, offering the opportunity for graduates to meet the needs of this often invisible population.

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